“Bonito e bem humorado”


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A obesidade é um mal contemporâneo que aflige milhões de pessoas... Além das questões endocrinológicas, a vida sedentária e os hábitos alimentares equivocados nos levam ao excesso de gordura. Urge a necessidade de revermos hábitos alimentares, bem como tornar um fato a prática de atividades físicas regulares. O cruciante nesta aflitiva situação é que apesar do acesso a informações sobre os males que derivam de peso acima do normal, continuamos com nosso modo de vida sedentário e não abrimos mão do ‘conforto’ das nossas máquinas rodantes. (Leia texto do colunista Edward de Souza, que deu origem a este e outros comentários, em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=52359). João Paulo de Oliveira Diadema - SP ***** Não dá pra não rir lendo o texto. O gordo pode ter gordura corporal, mas também tem fartura de humor e simpatia. Não conheço um gordo que não seja bonito e bem humorado. Batem de 10 a 0 em qualquer magro. Nossa sociedade de consumo, preconceituosa e fútil, que só valoriza a beleza e insiste em impor padrões estéticos, acaba fazendo as pessoas infelizes. Obesidade é prejudicial à saúde, mas discriminar o gordo e exigir que todos tenham o mesmo número de manequim é irreal e cruel, principalmente porque o tratamentos para esse tipo de problema são caros e exigem muita força de vontade e perseverança. Tenho um primo que está bem acima do peso e por conta disso, tem várias complicações de saúde. Precisa fazer aquela cirurgia de redução de estômago, que custa o olho da cara. Entrou na fila no SUS, mas como é longa e demorada, a cada dia que passa, engorda mais. Cada vez que vai ao médico a cirurgia é adiada, pois precisa perder mais 30 quilos para fazer a tal cirurgia, sob risco de ficar na mesa. É um circulo vicioso sem saída. Na última vez que o vi parecia que ia explodir, de tão gordo, mas, algo aconteceu que me pareceu providencial; talvez solução para a equação. Numa das idas e vindas ao hospital, acabou arrumando uma namorada gordinha e estão em pleno exercício de suas atividades físicas e emocionais. Quem sabe agora , com essa injeção de ânimo e auto estima, aqueles quilos a mais acabam se evaporando e ele possa fazer a cirurgia. Estou torcendo para isso!!! Cristina Franca - SP ***** Permitam-me discordar, em parte, do que disse o colunista deste Comércio, Edward de Souza. Antigamente acreditava-se que para emagrecer era necessário fechar a boca e esforçar-se de forma até martirizante. Hoje temos dietas, acompanhadas por profissionais competentíssimos. O gordo come a todo momento e só coisas gostosas. Está claro que é comida certa e só nas horas certas. Antigamente os instrutores, em academias, eram pessoas monstruosas que não sabiam nada do que faziam. Achavam que a exaustão física era a solução. Hoje se considera o conhecimento e a qualidade acima da quantidade.Temos, na cidade, excelentes locais para caminhada e para a prática de esportes que significam saúde física e mental. Sei que há exceções, mas acho que falta é organização, um pouquinho de esforço e muita força de vontade. Euclides Marques Franca - SP ***** A questão dos gordinhos é emblemática. Na Idade Média e na Renascença os corpos roliços eram sinal de beleza. Depois, com a ditadura da moda e o surgimento das modelos esqueléticas passou-se a condenar os gordos, principalmente quando inventaram roupas estapafúrdias, incentivadaos pelos donos de confecções que querem economizar no tecido. Também entraram no pedaço os arautos do politicamente correto, pregando o que deve ser feito, o que pode ser comido e o que deve ser usado. Estamos, todos nós, cercados de tiranos por todos os lados. (...) Empresas aéreas já se pensam em cobrar duas passagens dos gordinhos. Quem haverá de nos salvar da loucura? Em tempo: não sou e não estou gordo mas estou farto de proibições, de guerras, de estéticas, de ensinamentos sobre o que devo comer ou fazer. Guido Fidelis São Paulo - SP

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