A música sacra não mais desempenha papel central numa igreja, nem na vida das pessoas. Atualmente, uma balada religiosa tem quase todos os ingredientes de qualquer outra. A galera pula e sabe as letras de cor.
Historicamente a música está ligada aos cultos religiosos. Quando os grandes compositores serviam a igreja, a música melhor elaborada era exatamente a música da igreja. Toda cerimônia religiosa requeria canto ou orquestração, como se existisse uma consciência de que a música agrada os deuses e eleva o coração. A religião católica foi responsável por algumas das mais belas páginas da história musical. Bach, Hendell, Mozart se inscreveram entre os que engrandeceram o culto católico com peças de um deslumbramento que ultrapassaram credos e se fixaram no imaginário popular.
Bach, talvez o maior compositor de todos os tempos e cuja produção musical foi das mais elaboradas e complexas, não escreveu músicas para intelectuais bem vestidos, sentados em auditórios de concertos. Escreveu-a para adorar a Deus nos cultos de sua igreja. Música destinada aos ouvidos divinos tinha que ser a melhor. Mas isso é passado. Depois da mudança de ritos com a celebração na língua pátria de cada nação, ao menos no Brasil a qualidade da música sacra despencou e parece até que os anjos se calaram. Acompanham a missa dois ou três músicos desafinados, com violões ou guitarras estridentes, atabaques e pandeiros que tiram qualquer tom sacralizado da péssima música que fazem. As igrejas já não se preocupam em ter corais e em vez disso um grupo de beatas desafinadas faz um tipo de música que ultraja os divinos e irrita aos humanos.
O aparecimento dos padres cantores, em especial o pop star Padre Marcelo, cuja intenção era atrair de volta antigos fiéis à igreja, só fazem piorar o quadro. Eles nem fazem música popular nem chegam ao erudito. Ficam num meio-termo entre o sentimentaloide e o óbvio. E cantam, dançam, requebram tanto que a celebração parece mais uma aula de aeróbica que um culto a Deus. Apanhados na rede ilusória de um sucesso aparente e engajados a programas televisivos de baixa qualidade vão vendendo a alma porque não podem vender talento. E a música que já foi o grande arauto da religião hoje patina entre a mediocridade total e esses shows gospel, ambos sem nenhuma qualidade musical positiva, feitos para arrebanhar fiéis com a linguagem mais fácil e a mensagem mais óbvia como se isso fosse popularizar e não sepultar a música.
Não há fé que resista à baixa qualidade que é oferecida, seja aqui, seja em grandes basílicas como a de Aparecida. Parece que há uma ordem para nivelar por baixo. Onde andam aqueles vigorosos acordes do órgão, vibrando dentro da catedral, aquele vozerio dos tenores enchendo o ádrio, o trinar das solistas que subia aos céus tremulando como uma oração. Acabaram, silenciaram. E os anjos recolheram as asas pra não ouvirem o que hoje se canta para o Senhor.
<b>PAGO PRA VER</b>
Um singelo bar de esquina que queira retransmitir a Copa do Mundo para agradar seus clientes tem de pedir autorização à FIFA. Acho engraçado eles imaginarem que aqui no Brasil vai acontecer isso. Duvido e faço pouco...
<b>FRASE</b>
Não interrompa uma pessoa que lhe conta algo que você já sabe. Uma história nunca é contada duas vezes da mesma maneira e é sempre bom ter mais uma versão (Golbery do Couto e Silva)
<b>JARDIM DO ÉDEN</b>
A bem humorada ministra Dilma Rousseff disse que quer levar o povo brasileiro ao paraíso. É bom lembrar que no paraíso também tem serpentes. E a história acaba em expulsão.
<b>CIRCULA NA INTERNET</b>
O polvo muda de cor. Assim como o povo.
<b>NEGATIVO</b>
Diminuir a quantidade de etanol na gasolina combustível só vai servir para elevar o preço dos dois produtos. O álcool já está caro, e gasolina, com menos mistura, deve ter elevação de preço. Esses economistas!
<b>POSITIVO</b>
Várias apreensões de drogas aconteceram nos últimos dias em Franca e região. Com as férias e a proximidade do período do carnaval as quadrilhas querem abastecer as cidades com maconha e crack, mas a polícia está fechando o cerco e realizando muitas operações. Vale lembrar que os traficantes estão ficando cada vez mais ousados e nas últimas apreensões quem estava com as drogas eram mulheres.
<b>DÚVIDA CRUEL</b>
O Mineirim chega à cidade grande, querendo conhecer algumas mulheres. Vê uma loira de capa de revista numa mesa de bar e se aproxima, meio envergonhado. Senta-se do lado dela e pergunta: ‘Quê cocê faz na vida?’. Ela responde: ‘Eu sou lésbica’. Sem saber o que era isso, ele pergunta o que era ser lésbica. E ela: ‘Eu acordo pensando em mulher, passo o dia pensando em mulher, durmo pensando em mulher’. Ele ficou em silêncio e a mulher perguntou: ‘E você, o que faz na vida?’. Ele olha pra ela e diz: ‘Uai, sô! Inté agorinha eu pensava qui era vaquêro, mais to achano qui eu tamém sou lésbica’.
<b>Edward de Souza</b>
Jornalista e radialista - <i>edward@comerciodafranca.com.br</i>
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