Odirlei pode garantir vaga nos Jogos de Inverno


| Tempo de leitura: 2 min
<b>ROUPA DE INVERNO</b> - Odirlei Pessoni trocou o uniforme do decatlo, que é camiseta e  short, por macacão específico para praticar o bobsled
<b>ROUPA DE INVERNO</b> - Odirlei Pessoni trocou o uniforme do decatlo, que é camiseta e short, por macacão específico para praticar o bobsled
Passando por cima de dificuldades de todos os lados, que vão desde a financeira até mesmo a escassez de materiais esportivos e locais apropriados para treinar, o atleta francano Odirlei Carlos Pessoni, 27, leva seu amor e dedicação ao esporte até a última gota de suor. "Dedico-me ao esporte desde pequeno, mas foi aos 17 anos que comecei a competir no atletismo pela cidade", disse. Nessa paixão que carrega, ele vive a expectativa de hoje poder conquistar uma vaga para sua primeira Olimpíada. Só que não será no esporte que ele pratica desde cedo, o atletismo. Pode ser em uma modalidade que começou a praticar recentemente: o bobsled. O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) pode divulgar hoje se o Brasil conseguiu a classificação para disputar o "treno no gelo" na Olimpíada de Inverno, que acontecerá de 12 a 28 de fevereiro em Vancouver, no Canadá. Odirlei Pessoni foi indicado para os testes para integrar a equipe de bobsled no ano passado, após uma conversa com o colega e ex-medalhista olímpico Edson Luciano, que vive em Franca. Os testes foram organizados pela Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, em parceria com o COB. O atleta é praticante de decatlo (são dez provas de atletismo como salto em distância, arremesso de peso, salto em altura, arremesso de disco, salto com vara, lançamento de dardo), e disse acreditar que a força adquirida com o treinamento nessa modalidade o ajudou a ser aprovado no teste do esporte no gelo. O bobsled é definido como uma corrida de trenó por um tobogã de gelo e vence a equipe que fizer o percurso em menor tempo. Existem as categorias masculina de dupla e de quatro competidores, além da feminina em dupla. Odirlei entrou para a equipe que tem quatro integrantes. Os companheiros do francano são Edson Luques Bendelatti (piloto), Márcio Simões, Sérgio Muniz e o reserva Fernando Reis. A modalidade ficou mais conhecida por aqui depois das Olimpíadas de 2002, em Salt Lake City (EUA). Nessa edição, o corredor de <b>Patrocínio Paulista</b> Matheus Facho participou e foi o primeiro atleta brasileiro a disputar os Jogos de Inverno e Verão (ele também foi para Atenas, 2004, na modalidade 110 m com barreira). "O bobsled é a junção da força e a velocidade do atletismo. A nossa equipe está junta há três meses. Os Estados Unidos, por exemplo, tem uma equipe com atletas juntos há 15 anos", contou Odirlei. "Um trenó pode custar R$ 90 mil, há ainda os custos com as lâminas que ajudam a deslizar no gelo e precisam ser trocadas de acordo com o desgaste. O Brasil nem tem um trenó próprio", detalhou o atleta sobre as dificuldades de praticar esporte no gelo no país. O trenó brasileiro é alugado da Holanda e a Confederação Brasileira de Desportos no Gelo conta com repasse anual de R$ 600 mil, vindos do COB.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários