O investigador Denis Barbosa da Silveira, 40, faz parte do restrito grupo de 80 brasileiros que foram treinados pela Swat (Special Weapons And Tactics - elite da força policial com base em Miami, nos EUA) - nos últimos 20 anos. Ele concluiu o curso de armas e táticas especiais em novembro do ano passado em Mogi das Cruzes (SP). Com ele, havia policiais civis de São Paulo, do Paraná, do Rio de Janeiro, da Polícia Federal e das Forças Armadas.
De acordo com Denis, os alunos tiveram acesso a um arsenal de armamentos, blindagem e aparelhos de vigilância mais potentes do que os equipamentos comuns aos quais os policiais têm acesso. "A estrutura do Swat é gigantesca. São três semanas sob o comando de instrutores americanos, com três helicópteros à disposição e muito tiro", contou o agente.
Mas, antes de começar é preciso ser aprovado. Para a turma de Denis, foram disponibilizadas 60 vagas. 370 candidatos se inscreveram, mas 52 foram classificados. "Passei nove meses treinando diariamente, me preparando para conseguir uma vaga. Emagreci 13 quilos em 35 dias. A parte tática treinava duas vezes por semana. Contei com a ajuda de alguns poucos amigos da polícia e empresários, mas às vezes sentia que era quase uma piada: o cara da Ciretran achando que conseguiria ser Swat", disse o investigador.
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