O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e o secretário de Estado da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho, percorreram, ontem, os principais pontos de alagamento da Avenida Ismael Alonso y Alonso e o parque alagável que está sendo construído no Jardim Santana. Aloysio, que já havia recebido fotos do local em dias de temporal, constatou de perto que é preciso investir em obras de contenção de enchentes na região do Galo Branco. “Ali, a coisa é braba mesmo”.
O secretário se colocou à disposição para ajudar e liberar mais do que o R$ 1,5 milhão repassado pelo governo para o alargamento da calha do córrego, mas não revelou valores.
Antes de chegar a Franca para falar de enchentes, Aloysio foi vítima de um transtorno provocado pelas chuvas que castigam São Paulo. O avião do governo que o traria à cidade foi atingido por um raio e teve de ser substituído. Mesmo com o inesperado atraso, foi visitar os pontos de enchentes e passou no Velório São Vicente de Paulo com o prefeito para se despedirem de Latif Abrão, que morreu quinta-feira aos 81 anos. O filho dele foi chefe de gabinete de Sidnei na Prefeitura e na Vasp.
Os deputados Gilson de Souza (DEM) e Roberto Engler (PSDB), vereadores e secretários municipais foram ao Gabinete do Prefeito para acompanhar a audiência de formalização da liberação dos recursos ao município. Sidnei agradeceu, disse que pedirá mais dinheiro e admitiu que é impossível acabar de vez com as enchentes. “Vamos fazendo obras e melhorando. Solução não tem, porque a cada dia os temporais estão mais fortes. Temos de ter esta consciência. Não adianta ficar criticando os governantes de hoje. Os responsáveis são os de ontem”.
Para o prefeito, a ocupação irregular do solo e a falta de consciência de parte da população ajudam a aumentar os transtornos nos dias de chuva forte. “Não pode jogar lixo, não pode entupir os bueiros”.
O secretário disse que a obra a ser realizada na região do Galo Branco, ainda sem previsão para começar, é grande e importante para a prevenção. “Vai precisar alargar o leito do córrego e rebaixar a calha. Isto vai mexer com os dutos da Sabesp. É possível que custará mais caro, mas estamos à disposição. Na medida em que os trabalhos forem desenvolvendo, vamos ajudar”. A estimativa é de que o serviço custe de R$ 6 a R$ 8 milhões.
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