Paris, a cidade que sempre pede mais


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VIAGEM CULTURA - Lurdinha e Leandro Liporoni durante visita ao Museu do Louvre, em Paris. Mãe e filho passaram o Réveillon em terras francesas
VIAGEM CULTURA - Lurdinha e Leandro Liporoni durante visita ao Museu do Louvre, em Paris. Mãe e filho passaram o Réveillon em terras francesas

Para conhecer realmente a rotina de uma cidade é preciso fazer parte dela - mesmo que por poucos dias. Foi com essa certeza que o médico patologista Leandro Aurélio Liporoni Martins, 36, viajou no fim de 2009 para Paris, na França. Nos sete dias em que permaneceu na cidade teve contato com uma cultura que não conhecia, mesmo já tendo estado por lá outras duas vezes. Ele visitou, além dos pontos turísticos tradicionais, as avenidas largas, praças gigantescas, monumentos e enormes jardins que cercam a Cidade Luz e ajudam a compor a áurea do lugar. “Observar a arquitetura dos prédios e o dia-a-dia dos moradores locais permite uma nova descoberta a cada quadra. Paris é fabulosa e pede sempre mais”, disse. O médico viajou ao lado da mãe, a escritora Lurdinha Liporoni, que serviu, além de ótima companhia, como intérprete do turista.

Os dois chegaram ao país no dia 30 de dezembro e passaram o Réveillon na capital francesa. Não em uma festa tradicional, como as que são realizadas no Brasil, mas na rua, caminhando pela parte mais antiga da cidade e vendo ao longe a Torre Eiffel e ouvindo uma singela queima de fogos. Leandro e Lurdinha ficaram hospedados no Hotel Saint-Petersbourg-Opera, um três estrelas construído no século XIX, muito bem localizado e com ótimo atendimento. “O café da manhã era enxuto, mas delicioso: tínhamos geleias de pêssego, damasco, laranja e uva que acompanhavam brioches, pães doces com chocolate e claro, pão francês”, contou o médico. As outras refeições a dupla fazia na rua, em algum restaurante -geralmente com comidas mais em conta - ou em uma brasserie, lugares um pouco mais caros. Leandro recomenda o Sorza, um pequeno bistrô situado na rua principal da Île St-Louis e que oferece a típica sopa francesa de cebolas como entrada e nhoque de gorgonzola ou risoto de parmesão, como prato principal, por 20 euros. Outra recomendação dos dois francanos são o Moghol e o Le Clos Bourguignon, com preços que variam de 12 a 24 euros. O primeiro de cozinha indiana e o segundo, um típico parisiense frequentado principalmente por executivos locais em horário de almoço. E se o assunto é refeição, a dupla recomenda cuidado na hora de escolher o prato. Leandro e Lurdinha passaram por uma situação inusitada ao aceitar a sugestão de uma garçonete do Le Clos Bourvuivnon: comeram carne de cavalo. Ao perceber o que havia acontecido, deixaram a iguaria no prato. Mãe e filho partiram do Aeroporto Internacional de São Paulo no dia 30 de dezembro, em um voo da TAM sem escalas até o Charles de Gaulle, em Paris, onde permaneceram até o dia 6 de janeiro. O total gasto pela dupla foi de 1,2 mil euros com hospedagem, R$ 5,5 mil com passagens, R$ 400 com seguro-viagem, além da alimentação e dos passeios feitos e que não foram ainda contabilizados.

LOCAIS IMPERDÍVEIS

Falando em passeios, na França geralmente paga-se pela entrada nos museus e em algumas catedrais. Há empresas que oferecem passeios de ônibus pela cidade com várias paradas, geralmente por um ou mais dias, e que podem variar de 29 a 50 euros. Para passear pelo Rio Sena, por exemplo, há as que oferecem o serviço por 12 euros, como a Batobus Paris, com paradas na Champs-Élysées, Louvre, Hotel de Ville, Jardin dês Plantes, Torre Eiffel, Musée D’Orsay, St-Germain-des-Prés e Notre-Dame. Em qualquer uma das paradas é possível descer para explorar sozinho a região, e embarcar novamente quantas vezes necessário, respeitando o limite de validade do bilhete que é de um dia.

Veja fotos extras no Blog Malas Prontas.

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