Na pele do bom moço Flavinho de <i>Viver a Vida</i> (Globo), Leonardo Miggiorin - que nos últimos capítulos também tem mostrado que tem sangue quente - sofre pelo amor não correspondido de Sandrinha, interpretada por Aparecida Petrowky. Mas nos bastidores da novela das nove, a história é outra: há meses os atores estão sempre juntos nas festas e já foram flagrados trocando carinhos e beijos. Mesmo assim, em entrevista exclusiva ao <b>Comércio</b>, o ator de 28 anos nega o romance e também fala do seu terceiro trabalho com o novelista Manoel Carlos.
“O Flavinho é um personagem adorável, muito carismático. É aquele bom moço que toda mãe gostaria de ter como genro (risos). Gosto muito de interpretá-lo, principalmente pelo fato de ele ser uma pessoa simples e doce”, comenta.
Por falar em doce, o personagem trabalha numa sorveteria. Qual será o sorvete preferido do ator? “Conheci recentemente o sorvete Itália sabor Pão de Mel, insubstituível para um verdadeiro chocólatra!”, revela Miggiorin.
Na trama, Flavinho arrumou uma namorada, mas o seu coração pertence à Sandrinha, que voltou para os braços do amado na favela. O telespectador torce por um romance entre eles, mas infelizmente Miggiorin não pode adiantar os próximos capítulos, já que o método de trabalho de Maneco (como é conhecido o autor) é de novela quase ao vivo e o elenco recebe o texto em cima da hora. “A novela é uma obra aberta que vai sendo construída ao longo do processo, junto ao público. O futuro de Flavinho é uma surpresa para mim também”, disse, afirmando que não tem expectativas para o personagem. “Prefiro esperar o direcionamento dos diretores e do autor”.
E o pai de Flavinho, o chato do Onofre (Cláudio Jaborandy). Você não acha que ele merece um castigo para aprender a ser menos rabugento? “Castigo, não. Mas, uma boa lição ele merece”, disse Miggiorin. Lição que já começou a ser dada no capítulo de quarta-feira e pelo próprio ator, que na pele de Flavinho enfrentou o pai trancando-o no quarto após ele flagrar a filha na cama com o namorado e perder a estribeira.
Quando o assunto é o seu suposto romance com a colega de elenco, o ator é “curto e grosso”. Em novembro do ano passado, ele foi flagrado em vários eventos no maior clima com Aparecida Petrowky. No show de Maria Gadú, no Rio, o casal trocou carinhos com direito a beijo exibido no site Ego. No último sábado, a moça marcou presença em sua festa de aniversário. Mesmo assim, Miggiorin nega o romance. “Nunca namoramos”, enfatiza.
Por enquanto o ator dedica-se exclusivamente à novela, mas tem outros planos engatilhados. “Tenho projeto de montar uma peça com amigos da novela e viajar pelo Brasil com ela. Será o máximo!”, sonha.
<b>CARREIRA</b>
Leonardo Miggiorin começou a estudar teatro aos 12 anos e já acumula 16 anos de carreira. Ele também já estudou dança, desde maracatu e balé clássico até sapateado, mas não levou adiante.
Sua estreia na teledramaturgia foi em <i>Presença de Anita</i> (2001). Depois fez <i>Mulheres Apaixonadas</i> (2003), ambas de Manoel Carlos. “Me sinto muito honrado com este convite (para a novela Viver a Vida) e também ciente da grande responsabilidade de trabalhar com uma equipe de tanta qualidade”, garante.
Antes de Viver a Vida, sua última novela foi Cobras & Lagartos (2006). Nesse período, o ator se dedicou a vários projetos. “Fui contratado pela Rede Globo depois de Cobras & Lagartos e quis estudar em São Paulo, onde moram meus pais. Fiz faculdade de Psicologia na Universidade São Marcos durante este período, montei uma banda de rock, produzi um espetáculo, fiz filme, teatro, música. Foi um período bem produtivo”, conta, ressaltando que não fez mais novelas, mas participou de vários programas da emissora. “Fiz participações em <i>Toma Lá Dá Cá</i>, <i>Casos e Acasos</i>, <i>Sob Nova Direção</i> e, além disso, fiz o personagem Romeu na minissérie <i>Som & Fúria</i>, de Fernando Meirelles”.
Leonardo Miggiorin também participou da novela <i>Essas Mulheres</i>, da Record, em 2005, antes de ser contratado pela Globo. “Fui convidado para fazer uma novela de época e isso me interessou muito. Não quis me vincular a outra emissora com um contrato longo. Depois dessa novela fui passar uma temporada na Europa, com uma mochila nas costas. Viajei muito, para vários países. Quando cheguei, o Wolf Maia (diretor) me convidou para um teste, e assim, entrei em <i>Cobras & Lagartos</i> (Globo)”, explica.
No cinema o ator já fez três longas - <i>O Casamento de Romeu e Julieta</i> (2005), <i>Mistéryos</i> (Mysteries/2008) e <i>Rinha O Filme</i> (2008) - e cinco curtas metragens. “Você encontra um pouco sobre esses trabalhos no site www.imdb.com e também tem alguns traillers no Youtube”, afirma.
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