“Foi uma chuva fora do normal”. Com essa frase a secretária municipal de Urbanismo e Habitação, Valéria Marson, resumiu o que aconteceu no início da noite de ontem na Zona Oeste de Franca. Tão logo o temporal começou a desabar sobre a cidade, equipes ligadas ao Setor de Defesa Civil da Prefeitura ficaram em alerta total. Por volta das 19h30, os secretários Roberto Nunes Rocha (Ação Social), Ismar Tavares, (Serviços), e Valéria Marson foram fazer um levantamento dos locais mais atingidos. A Zona Oeste foi o ponto mais castigado. “Foi uma chuva fora do normal. Pior do que a que caiu sobre Franca no dia 8 de dezembro”, afirmou Valéria Marson.
De acordo com a secretária, foram detectados dois pontos de inundação, ambos nas margens da Avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso: um na região do Galo Branco e outro nas proximidades do Fórum. Valéria disse que a pancada de chuva foi localizada.
A Prefeitura ofereceu todo o apoio às três famílias que tiveram suas casas interditadas por causa do risco de desabamento no Jardim Palmeiras. “Oferecemos o Abrigo Provisório e colocamos nossas instalações à disposição, mas os moradores não quiseram. Eles preferiram passar a noite em casas de vizinhos ou parentes”, contou Roberto Nunes Rocha.
Na opinião de Valéria Marson, as residências interditadas não tinham boas condições de estrutura. Foram construídas abaixo do nível da rua. A suspeita é de que a rede de esgoto teria sido ligada nas galerias, o que teria feito as águas retornarem para o interior das casas. Moradores tiveram que derrubar um muro para dar vazão à água.
O secretário de Ação Social disse que a região é vulnerável e que já era previsto que poderiam ocorrer problemas. Mesmo estando preparado, admitiu que o temporal assustou. “Foi surpreendente”. Para ele, as casas atingidas teriam sido construídas em local inadequado. “O ser humano está invadindo o lugar da água. As casas foram construídas no caminho das águas. Então, quando chove muito, a chance de acontecer problema é maior”. Nunes Rocha afirmou que a vistoria da Prefeitura detectou apenas danos materiais.
“Graças a Deus, está tudo sob controle. Nossa maior preocupação são as pessoas. Nosso objetivo é preservar vidas”. Sobre as famílias que ficaram desabrigadas, disse que a Prefeitura dará o apoio necessário enquanto as moradias não forem liberadas. “Se for necessário, vamos dar abrigo. Ninguém vai ficar na rua, não”.
Os secretários percorreram os pontos mais castigados por cerca de duas horas e meia. A vistoria constatou que o asfalto da ponte que liga Franca a <b>Ribeirão Corrente</b> pelo Jardim Pulicano foi danificado. A escuridão atrapalhou uma avaliação mais criteriosa.
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Segundo Valéria Marson, ainda não é possível calcular o prejuízo dos estragos causados pelas chuvas. “Amanhã (hoje), vamos fazer uma levantamento para avaliar os pontos de estrangulamentos e os locais atingidos pela erosão. Só após esta vistoria, é que teremos condições de falar com clareza o que foi danificado e o que teremos de fazer”.
Ainda na noite de ontem, uma equipe de dois engenheiros e vários técnicos da Secretaria de Serviços ficaria em alerta, já que a chuva não dava sinais de trégua. (Leia mais sobre o temporal e seus estragos no local)
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