Major Nicácio se transforma e ‘expulsa’ moradores


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<b>MUDANÇA</b> -  O aposentado César Gomes da Silva se lembra dos vizinhos que tinha, mas agora só restou um. “O segundo foi embora há quatro meses”
<b>MUDANÇA</b> - O aposentado César Gomes da Silva se lembra dos vizinhos que tinha, mas agora só restou um. “O segundo foi embora há quatro meses”
Com mais de um século de existência, a Avenida Major Nicácio tem a cada ano menos moradores. A via, que já teve o nome de Avenida Francana, sofre desde 2000 com uma espécie de “êxodo” residencial. O motivo é a chegada de dezenas de estabelecimentos comerciais que se proliferam pelos seus três quilômetros de extensão e faz sumir antigas moradias. Não há números exatos sobre a transformação de casas em lojas, mas o funcionário público aposentado César Gomes da Silva, 62, se lembra com precisão como era sua vizinhança. “Tinha sete vizinhos somente de um lado da avenida, hoje sobrou apenas um. O segundo foi embora faz uns quatro meses”, disse. Morador do local desde criança, ele reconhece que a mudança era inevitável e faz planos de no futuro também construir um ponto comercial no lugar da casa onde vive. “Recebo inúmeras propostas para vender o terreno, tem cartinha de corretor direto aqui em casa, mas o meu projeto é fazer um ponto comercial com dois apartamentos em cima para minhas filhas”. Segundo levantamento informal feito pelo Comércio, restam pouco mais de 30 casas residenciais na Major Nicácio, além dos prédios, de um total de 385 imóveis registrados na Prefeitura. Ao passar pela avenida é fácil notar pontos com placas de aluga-se, construções em andamento, terrenos que tiveram suas casas demolidas e até residências vazias, à espera de um destino. O historiador José Chiachiri diz que a Major Nicácio sempre foi uma avenida residencial, com casinhas e casarões que abrigavam famílias tradicionais da cidade. “Sua extensão era bem menor, ia da Igreja Nossa das Graças até o Pestalozzi e era toda de terra. O asfalto chegou em meados da década de 50”. De pontos comerciais na época, somente algumas vendas de esquina. Moradores que ainda resistem na avenida, acreditam que o “boom” comercial começou com mais afinco há cerca de cinco anos, mas recordam que o surgimento de estabelecimentos comerciais começou a partir da década de 80. “Tinham alguns mas não eram tantos como agora”, diz o funcionário público aposentado. [FOTO2] Para a professora aposentada Mônica David, de 74 anos, todos vividos na avenida, a modificação aconteceu rapidamente e tirou o sossego do passado. “Antigamente eu brincava a tarde toda na avenida e hoje, para tirar o carro da garagem, preciso que algum filho de Deus pare e deixe a gente passar. Antes ainda era cheio de vizinhos, agora tudo mudou”. Além de ser dotada de um grande número de estabelecimentos, a avenida tem comércios e serviços dos mais diversos tipos. A lista é grande e não para de crescer. São imobiliárias, faculdades, igrejas, restaurantes, padaria, mercado, chaveiro, pastelaria, posto de combustível, banca de revistas, loja de roupas, de fantasia, de decoração, de celular, escritórios, depósito de água, até oficina mecânica, academia de ginásica... <b>Veja o quadro abaixo</b> <p style="text-align: center;"><a target="_blank" href="http://gcncomunica.files.wordpress.com/2010/01/nicacio-1.jpg"><img class="size-full wp-image-3250 aligncenter" title="arte/comerciodafranca" src="http://gcncomunica.files.wordpress.com/2010/01/nicacio-1.jpg" alt="" width="300" height="335" /></a></p>

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