Estamos vivenciando o primeiro mês de 2010 da era cristã, a nos representar nova oportunidade para a renovação de experiências, propósitos e objetivos. Assim como as empresas que realizam balanço geral para avaliar os resultados e programar suas atividades para o novo período, também nós devemos avaliar o nosso patrimônio moral. O lucro será o resultado do bem que houvermos praticado. E o prejuízo, o resultado das ações negativas que ainda permitimo-nos efetuar.
Você resistiu até agora em fazer este balanço? Faça-o já. Conscientemente, é preciso rever tudo o que construímos durante o ano que se findou. Buscamos realizações positivas no nosso melhoramento intelectual, moral, físico e social? Quantas vezes procuramos entender o nosso semelhante, perdoando-lhe alguma falta? Quantas vezes procuramos entender-lhe suas necessidades? Quais os livros que lemos? Com o que contribuímos para a melhoria da vida no planeta? Pedimos desculpas e, além disso, reparamos quanto erros que, voluntária e involuntariamente, tenhamos cometido? Esta introspecção é indispensável no balanço da nossa vida para traçar metas, estabelecer rumos, demarcar propósitos. Reiniciar o ano não significa apenas assistirmos a sucessão dos dias.
Devemos ser senhores da nossa vida, isto é, comandar o tempo e tomar as decisões indispensáveis para que a nossa empresa individual produza os frutos esperados e apresente lucro ao final do exercício. A esse respeito, o espírito Santo Agostinho, na questão 919 de O Livro dos Espíritos, apresenta-nos verdadeira receita de como fazermos o balancete diário da nossa vida. Propõe-nos que, ao final de cada dia, façamos uma análise sincera de nós mesmos, das atitudes que tomamos durante o transcorrer de cada período de vinte e quatro horas. Vale dizer, darmos realidade à famosa frase atribuída a Sócrates, ‘Conhece-te a ti mesmo’, constante do pórtico da gruta em Delfos, que o filósofo visitava constantemente a fim de se consultar com o oráculo.
De três ordens podem ser erros que cometemos: contra a Lei de Deus, contra o nosso próximo e contra nós mesmos. Ora, feita a avaliação diária dos erros/acertos cometidos, sobra-nos a obrigação do reposicionamento ou do reforço (no caso dos possíveis acertos) para o atingimento dos nossos superiores objetivos.
Aí, segundo o mentor Santo Agostinho, nosso Anjo da Guarda virá em nosso socorro, enviado por Deus, para nos orientar, encorajar e fortalecer para que o balanço geral apresente um saldo grandemente positivo. Esta é, pois, uma ótima oportunidade para repensarmos nossa vida material e espiritual, e modificar o que pode ser modificado.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais e diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (IDEFRAN)
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