Projeto quer melhorar vida de pacientes que usam sondas


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<b>FASE NOVA</b> - Imagem de arquivo mostra a cabeleireira Valéria Freitas arrumando a sonda pela qual a filha Júlia Massucato recebeu os alimentos depois se ser baleada na cabeça e ficar com sequelas
<b>FASE NOVA</b> - Imagem de arquivo mostra a cabeleireira Valéria Freitas arrumando a sonda pela qual a filha Júlia Massucato recebeu os alimentos depois se ser baleada na cabeça e ficar com sequelas
Muitos pacientes com tumor na boca, sequelas de um derrame ou que passaram por cirurgia na garganta não conseguem se alimentar normalmente. Nestes casos, os médicos recomendam o uso de uma sonda. Um tubo fino é introduzido pelo nariz para levar alimentos direto ao estômago (sonda nasogástrica) ou até o intestino (nasoenteral) do paciente. Pensando em auxiliar essas pessoas e seus familiares, a Secretaria de Saúde montou o Projeto Terapia Nutricional para ensinar a usar as sondas, preparar os alimentos, fazer a higiene do material, evitar contaminação e ter outros cuidados. Até o momento, a rede pública tem cadastradas 55 pessoas com sonda alimentar. No grupo, a maioria tem câncer ou sofreu derrame e ficou com a capacidade de ingerir alimentos comprometida. O objetivo do projeto é melhorar a qualidade de vida dessas pessoas. “Com a família aprendendo a lidar com a situação, fica mais fácil e ajuda a evitar problemas futuros, como risco de infecções, desnutrição e obesidade”, disse o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira. Nos próximos meses, os profissionais da saúde - médicos, fonoaudiólogos e assistentes sociais - passarão por treinamento para poderem orientar as pessoas que estão com a sonda e os cuidadores delas sobre a manipulação dos alimentos, velocidade de injeção da comida na sonda, o intervalo entre as refeições, maneiras de conservar os alimentos e outras informações. “A capacitação começará em breve. Em cada uma das Unidades Básicas de Saúde e Programas de Saúde da Família, haverá um profissional treinado, que repassará os conhecimentos aos demais da equipe”. A Secretaria de Saúde elaborou um manual com orientações para quem usa sonda. A cartilha esclarece dúvidas sobre a colocação e funcionamento da sonda, além de dar receitas de refeições para ingerir pela sonda. Também estão previstas aulas práticas para os cuidadores. “Ofereceremos aulas de manipulação, higiene e conservação dos alimentos para que os familiares ofereçam maior qualidade e segurança aos pacientes”, disse o secretário. O programa já está sendo desenvolvido. Dos 55 casos registrados pela Secretaria de Saúde, 18, que são mais graves, estão sendo acompanhados por nutricionistas da rede pública. “Estamos indo na casa de um senhor de 88 anos que toma alimentação por sonda nasoenteral. Ele não tem filhos e é cuidado pela mulher, que está com 82 anos. Eles precisam de um acompanhamento mais próximo. Um agente comunitário de saúde faz visitas dia sim, dia não, para auxiliá-los”. Quando o projeto for colocado em prática integralmente, não serão todos pacientes que terão monitoramento domiciliar. O atendimento ocorrerá nas UBSs e PSFs. A lista de usuários pode aumentar. A Prefeitura trabalha em conjunto com a Santa Casa e o hospital se comprometeu a passar para a Secretaria de Saúde o nome de todas as pessoas que tiverem alta usando sonda.

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