Suporte deixa mães mais seguras


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Depois que sua família foi vítima de uma tragédia, a cabeleireira Valéria Gomes Freitas, 38, precisou reaprender a cuidar de sua filha Júlia Massucato, hoje com 12 anos. A criança foi baleada na cabeça pelo próprio pai e ficou com sequelas, sem se movimentar nem falar. A alimentação passou a ser feita por uma sonda. Durante oito meses, Júlia necessitou desse auxílio para fazer as refeições. A menina ficou 74 dias internada na Santa Casa. Foi no próprio hospital que Valéria recebeu as primeiras orientações para saber como alimentar a filha pela sonda. Os profissionais ensinaram a mãe sobre a quantidade certa do alimento, posição em que a filha deveria ficar durante as refeições, a época de substituir a sonda e como preparar as dietas. Júlia se alimentou com Nutren, um tipo de suplemento alimentar, que precisava ser dissolvido na água. Quando precisou de orientação, o projeto Terapia Nutricional, da Secretaria de Saúde, ainda não havia sido elaborado, mas funcionários da Prefeitura visitaram Valéria e Júlia em casa. “Não tinha passado por situação assim e não sabia como funcionava. Estando com a fonoaudióloga, a nutricionista e outros profissionais, eu tinha mais segurança para cuidar da minha filha”, disse. Júlia deixou de depender da sonda depois de oito meses. Após retirá-la, passou a ser alimentada pela boca com comidas pastosas e hoje consegue ingerir comida “normal”. “Ela reaprendeu a deglutir”, disse Valéria.

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