Pedidos de afastamento caem pela metade em quatro anos


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Unha encravada, depressão, gripe, dor na coluna. Não importa qual fosse o problema. No começo da atual administração, a Prefeitura trabalhava, a cada mês, com um desfalque médio de 170 servidores que pediam afastamento e apresentavam atestados médicos. Com um controle mais rigoroso e a implantação de uma junta médica para avaliar os pedidos, o número despencou quase pela metade. Em 2009, a média de afastamentos foi de 94. Com a redução, o município ganhou em serviço cerca de R$ 2 milhões que eram pagos para quem ficava em casa, parado. A administração municipal tem 3,8 mil funcionários. No primeiro ano do governo Sidnei Rocha (PSDB), em 2005, 1.788 servidores pediram afastamento. No ano seguinte, as solicitações de atestado bateram o recorde e atingiram 2.036 servidores. É como se mais de dois terços do total de servidores tivesse deixado de trabalhar em alguns dias durante o ano. Os picos foram nos meses de maio e novembro com 181 casos cada. Não é difícil entender as razões da explosão no número de pedidos de afastamento. Os servidores haviam acabado de sair de uma administração conduzida pelo petista Gilmar Dominici durante oito anos, e se depararam com o jeito Sidnei Rocha de governar. “Antes, havia uma liberdade interna excessiva. Não há dúvidas de que o aumento de atestados foi uma reação à fama (de exigente) do prefeito e do rigor do trabalho”, disse o secretário de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto. Jerônimo citou como exemplo casos envolvendo servidores que tinham vínculo com o município e o Estado, mas que se afastaram apenas da Prefeitura. Há também a história de uma ex-funcionária que conseguiu o atestado alegando problemas no joelho e que foi coroada rainha de uma escola de samba em seguida. “Se ela alegava que não tinha condições de trabalhar, como é que podia sambar”? Por causa de situações como esta, a administração começou a endurecer nas concessões e determinou ao médico do trabalho que fosse mais rigoroso nas avaliações. Não foi suficiente. Em março de 2008, o prefeito assinou decreto instituindo uma junta formada por três médicos para dar parecer sobre laudos e atestados. A equipe analisa todos os pedidos que geram afastamento superior a três dias e confronta cópias dos exames, laudos e demais procedimentos de acordo com a doença alegada. É só com o seu aval da junta que o servidor consegue se afastar. No mesmo ano, a média de afastamento caiu para 125, despencando para 94 no ano passado. “Com a medida, recebemos em serviço aproximadamente R$ 2 milhões em pagamentos feitos à pessoas que ficavam paradas. Isto significa eficiência administrativa”, finalizou Jerônimo. <b>Veja o quadro abaixo</b> <p style="text-align: center;"><a target="_blank" href="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2010/01/evolucao-dos-afastamento2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3235" title="arte/Comercio da Franca" src="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2010/01/evolucao-dos-afastamento2.jpg" alt="" width="150" height="134" /></a></p>

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