Essa briga de gato e rato entre proprietários de postos de gasolina e entidades de defesa do consumidor já está deixando os consumidores de saco cheio. Raro é o mês em que o Procon, ou até o Ministério Público prometem remeter os preços dos combustíveis a níveis tolerados.
O problema é que não adianta e os preços sobem repentinamente, sem explicações plausíveis que não seja a ânsia de lucros dos proprietários destes estabelecimentos. Em Franca, o litro do etanol (álcool combustível), que durante meses foi opção para quem queria fugir do preço da gasolina, já não é atrativo para quem tem veículo bicombustível. Passou a custar perto de R$ 1,80. E vai chegar a R$ 2 não demora.
O Brasil é o único País do mundo onde um litro de álcool para carro custa mais caro que um litro de leite e de um quilo de arroz. Os mais antigos hão de lembrar-se dos incentivos para que os brasileiros adotassem o carro a álcool. O maior deles, o preço, longe, muito longe dos demais combustíveis. Agora, vai às alturas. E arrumam desculpas sempre. Alegam que o motivo da alta é a entressafra da cana-de-açúcar e também o excesso de chuvas.
Claro que existe cartelização em Franca. Ela é visível quando numa bela manhã, todos os valores, de todos os postos, começam o dia alterados para mais e com quase o mesmo percentual de aumento. Depois de um refresco de uma ou duas semanas, quando os preços caem, vem a fatídica e inevitável subida, acompanhada por quase todos os comerciantes como se por detrás existisse um comando mágico e autoritário que dita os preços a serem praticados.
Dá pra vender o álcool mais barato? Claro que dá e tanto dá que alguns postos sustentam semanas seguidas preços bem abaixo da média e nem quebram nem declaram falência. Eu, pessoalmente, não acredito no boicote que sugerem. Acho que essa é a maneira que os órgãos competentes – no caso, incompetentes – têm para deixar o problema nas mãos do consumidor e tirar o braço da agulha. Seriam esses órgãos e não os usuários que deveriam tomar a frente dessa cruzada, mas com menos retórica e mais autoridade, fechando postos, punindo donos inescrupulosos, obrigando a explicarem a margem de lucro, coisa que não é feita.
Estamos na estação do aumento e as autoridades vão às televisões e jornais com sua ira sagrada, mas esquecem de ir aos postos e cobrar uma explicação plausível do fato de, num mesmo dia, numa mesma hora, todos acharem que era tempo de subir o combustível. Não é com conversa que se vai resolver esse problema, mas com ações fortes, tão fortes como a descrença do consumidor, já de saco cheio de tanta teoria e muito pouca prática.
<b>MORDOMIA </b>
Enquanto Angra dos Reis desabava, o companheiro Lula desfrutava do mar da Bahia numa casinha cuja decoração custou R$ 800 mil para receber o Presidente.
<b>COMO O DIABO GOSTA</b>
Esse ano está mesmo como o diabo gosta: serão festas e mais festas. Daqui uns dias o carnaval; depois a Copa do Mundo e com esta, o patriotismo do Gavião Malvado. Não houvesse tudo isso, ainda de quebra, a farra das eleições – ocasião em que os políticos não pensam duas vezes em rasgar dinheiro e mais dinheiro.
<b>CIRCULA NA INTERNET</b>
Deus criou o homem e a mulher. A sogra é outra invenção.
<b>FIM DA PICADA</b>
Querem reduzir o IPI de carros funerários. Para quem passou a vida pendurado num ônibus, esse último conforto é dispensável.
<b>NEGATIVO</b>
A falta de educação das pessoas impressiona em algumas ruas do centro de Franca. Por mais que haja lixeiras nas ruas da cidade, as pessoas insistem em jogar lixo no chão sem o menor senso de cidadania e educação. Esse mau costume acaba prejudicando a todos, já que a cidade fica com aspecto de suja. Manter as ruas limpas deve ser um hábito diário e compromisso de todos os cidadãos.
<b>POSITIVO</b>
A Prefeitura de Franca, em parceria com o Sindicato da Indústria de Calçados e o SEBRAE, vai ajudar micro e pequenos empresários a participarem da 37ª Couromoda, que acontece na próxima semana, 18 a 21, no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo. Com a participação de 37 empresários do ramo calçadista, o Espaço Moda Franca vai proporcionar a divulgação dos produtos em local privilegiado e com maior visibilidade, em comparação ao ano passado. O investimento feito pela Prefeitura gira em torno de R$ 197 mil.
<b>AMIGO DO PEITO</b>
O sujeito encontra o colega e desabafa:
- A minha mulher fugiu com o meu melhor amigo.
- Caramba! Quem é o cara?, pergunta o outro, indignado.
- Também não sei, mas agora ele é o meu melhor amigo!
<b>Edward de Souza</b>
Jornalista e radialista - edward@comerciodafranca.com.br
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