O batismo de Jesus


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Hoje encerra-se o tempo litúrgico do Natal com celebração solene lembrando o Batismo de Jesus, que ajuda a refletir sobre o nosso Batismo. As leituras proclamadas nas missas são estas: Isaias 42; Atos dos Apóstolos 10 e São Lucas 3. O tema da primeira leitura é: "Eis o meu servo: nele se compraz minha alma". O Servo do Senhor não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra. Olhemos em nossa volta quantos sinais de morte: opressões e exploração dos irmãos, principalmente dos mais humildes; desemprego e, como conseqüência, falta de moradia, fome e sede. Nosso coração se aperta ao ver esse quadro entristecedor, sobretudo nas cidades grandes mas não vá acontecer que tragamos para dentro de casa esse mesmo ambiente de injustiça, querendo que os outros façam tudo para nós, a tempo e a hora. E, quando não encontramos aquilo que esperávamos, não passemos para o xingamento, para a ofensa e humilhação. Não! O Senhor não nos chamou para isso; mas nos tomou pela mão para sermos o centro da aliança e da luz. A segunda leitura nos apresenta uma verdade da nossa fé: "Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo". É o preconceito que toma conta de nós, cotidianamente, enchendo-nos de orgulho. Achamos que somos melhores que os outros e os humilhamos. Pedro, diante da iluminação que tinha recebido de Deus, proclama: "de fato, estou compreendendo que Deus não faz distinção de pessoas`. Caímos no mesmo erro de Pedro, que achava ser o Reino de Deus só para os judeus e que os pagãos estavam fora dele. Nós, levados pela cultura de vários séculos, também aprendemos a olhar com desconfiança para nossos irmãos que rezam e cantam diferente de nós. E, o que é pior, a julgar que nossa religião é a verdadeira e as outras, falsas. Não é assim. Todas as religiões têm sua verdade, porque todas vêm do único Deus. O evangelho escrito por São Lucas relata o momento em que Jesus foi batizado por João, no Rio Jordão. Naquele momento Deus se encarrega de revelar quem é seu Filho, Jesus, o nosso Salvador. O batismo de João Batista era de água, de limpeza do coração, de conversão interior. O de Jesus também é isso, mas com uma peculiaridade: é como um fogo que se espalha, contagia e aquece. Jesus apresenta essa mesma idéia com outra comparação: a do fermento que contagia e se comunica aos outros pela força extraordinária do exemplo. Hoje, como naquela época, o povo está na expectativa e se pergunta, dentro de seu coração: "quando as coisas mudarão?". Mas nós não devemos ficar à espera que as coisas mudem por encanto ou num passe de mágica. Façamos nossa parte com fidelidade e constância, sabendo que, dentro do Reino, a força vem do Espírito. Mas, devagar, é ele quem transforma o coração dos homens com paciência e doçura, com a ternura de uma pomba. ESCOLHA ABENÇOADA Após a revelação do nome do nosso 3º bispo diocesano, Dom Pedro Luiz Stringhini, só resta uma atitude para o clero e o povo de Deus residente nesta Diocese: agradecer a Deus sua bondade para conosco, pois, só escutamos comentários excelentes sobre a pessoa do novo pastor, seu trabalho e seu modo de ser bispo. A diocese merece este presente de Deus. Temos uma história são 38 anos; tivemos bispos dedicados, cada um a seu modo; o nosso clero é de puro amor à Igreja; o povo de Deus aqui forma um "rebanho". Dom Pedro Luiz já é amado e esperado com amor por nós! A POSSE! Será dia 21 de fevereiro, domingo, 16 horas, na Praça da Catedral. Os preparativos já se iniciaram e o entusiasmo é grande. Será muito bonita, ficará na nossa memória. Será o início solene de um tempo da "graça de Deus". Será um "Pontifical". Vamos aguardar. Vamos participar! PENSAMENTO "Tu é Senhor, o meu Pastor, e nada me faltará” (SL 22). José Geraldo Segantin Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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