A indústria calçadista de Franca demitiu menos entre junho e dezembro de 2009, se comparado ao mesmo período do ano anterior. De acordo com o Sindicato dos Sapateiros, 9.685 trabalhadores foram dispensados no segundo semestre de 2008. No ano passado, esse número caiu para 6.640, o que representa queda de 30%. Os dados têm como base as rescisões dos empregados com mais de oito meses e aqueles que trabalhavam nas bancas terceirizadas. Em relação ao número de contratados, quase não houve alteração.
A diferença no número de demissões de um semestre para o outro, diante da manutenção do total de contratados, é apontada pelo economista Daltro Oliveira de Carvalho como uma reação das indústrias à crise que balançou a economia mundial a partir de setembro de 2008. À época, temerosos como seus efeitos e com a queda na produção, os calçadistas demitiram. “A situação do mercado (<i>interno e externo</i>) era algo definido como queda. Quando a situação começou a melhorar, nós começamos a crescer e manter a produção”, disse.
Os dados oficiais de emprego e desemprego do final de ano só serão divulgados pelo Ministério do Trabalho neste mês, mas para o presidente do Sindicato dos Sapateiros, Sebastião Ronaldo, o movimento registrado na entidade no segundo semestre de 2009 é uma mostra de que o setor está se recuperando. “Estávamos certo.Desde o começo do ano se falava em crise, mas nós já falávamos que a nossa indústria não seria tão atingida”.
Segundo levantamento do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), as contratações no setor mantiveram no mesmo patamar no segundo semestre dos últimos dois anos, pouco mais de onze mil.
<b> Veja quadro abaixo</b>
<p style="text-align: center;"><a target="_blank" href="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2010/01/inidice-de-desemprego1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3207" title="arte/Comércio da Franca" src="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2010/01/inidice-de-desemprego1.jpg" alt="" width="300" height="268" /></a></p>
Com isso, as demissões em menor número mostram que a indústria está reagindo. José Carlos Brigagão do Couto, presidente da entidade, atribuiu esse cenário ao mercado interno. “Foi uma surpresa grande. O mercado interno supriu as necessidades com relação à produção perdida no ano da crise”.
Pelos números constatados em um ano que parecia difícil, ele acredita na recuperação total das demissões ocasionadas no último trimestre de 2008. “Nossa expectativa é que 2010 seja promissor”.
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