Desde que começaram a operar no dia 21 de fevereiro de 2009, sábado de Carnaval, para controlar excessos nas vias públicas da cidade, os dois radares eletrônicos operados pela Polícia Militar flagraram 5.533 infrações. São motoristas que abusaram da velocidade. Em alguns casos, chegando a transitar a mais de 110km/h em avenidas da cidade. Esses infratores perderam sete pontos na carteira, tiveram a CNH suspensa e terão de pagar multa de R$ 574.
Na edição de domingo, 3, o <B>Comércio</b> divulgou que foram aplicadas 31.716 multas na cidade. O número se referia apenas às infrações lavradas por meio do talão e da caneta. Tanto a Polícia Militar quanto a Prefeitura informaram que não era possível divulgar dados sobre a fiscalização eletrônica. Ontem, a reportagem teve acesso às informações que ainda não haviam sido liberadas pelas autoridades sob a justificativa de um problema no sistema.
Em média, foram 500 multas todos os meses, o que significa 16,6 ocorrências por dia. Fevereiro, que teve a fiscalização só a partir do dia 21, registrou 17 infrações. Outubro liderou o ranking com 1.774 ocorrências. Responsável pela Divisão de Trânsito do Município, o secretário de Segurança, Sérgio Buranelli, disse que os números revelam os abusos cometidos diariamente pelos motoristas. "O número de multas é alto. Significa que milhares de condutores estão dirigindo acima da velocidade demarcada e regulamentada. Isto, nos causa preocupação, pois coloca em risco os demais usuários das vias públicas".
Os radares móveis vigiam 11 ruas e avenidas de Franca. A escolha se deu pelo volume de veículos e pela frequência de acidentes. A velocidade máxima permitida em todos os pontos da cidade é de 60 km/h. Nas imediações de escolas, o limite é 40 km/h. O balanço das multas mostra que 426 infrações foram lavradas com motoristas flagrados dirigindo entre 80 e 90 km/h. Outras 47 multas envolveram pessoas dirigindo entre 90 e 100 km/h. Oito infrações foram anotadas com os motoristas surpreendidos a 110 km/h. "É um absurdo que abusos como estes ainda aconteçam dentro da cidade. A velocidade é quase o dobro do permitido. Em caso de acidentes ou atropelamentos, as consequências poderiam ser muito graves", finalizou Buranelli.
A fiscalização nas ruas e avenidas da cidade deverá ficar mais rigorosa para coibir abusos e tentar reduzir o número de acidentes, que deixaram 1,7 mil feridos e 19 mortos na cidade no ano passado. A Prefeitura está fazendo ajustes finais para colocar em operação, nos próximos meses, outros dois radares do tipo inteligente. Além de registrar o excesso de velocidade, eles fornecerão dados do veículo e do motorista em tempo real à Polícia Militar.
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