Usina de Igarapava entra na ‘lista suja’ do Ministério do Trabalho


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O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou o Cadastro de Empregadores acusados de explorar a mão-de-obra escrava. Na chamada “lista suja”, constam 164 empregadores - entre pessoas físicas e jurídicas. A usina de cana-de-açúcar de <b>Igarapava</b>, administrada pelo Grupo Cosan, entrou nesta lista. A empresa é a única do Estado de São Paulo a constar do cadastro. A usina recebeu a visita de auditores fiscais de Franca, Ribeirão Preto e Brasília (DF) no mês de dezembro após denúncia feita diretamente em Brasília pelos trabalhadores que estavam em greve. Na propriedade, foram encontradas 42 pessoas, a maioria da região norte de Minas Gerais. O Ministério do Trabalho e Emprego não informou quais irregularidades foram constatadas na usina. O delegado do Trabalho e Emprego de Franca, Jamil Leonardi, disse apenas que foram registradas dez irregularidades. “A maior reclamação dos trabalhadores era a medição da cana. Como eles recebem pela quantidade de cana cortada, a principal queixa era de que eles não tinha nenhum representante no momento da pesagem”, disse Leonardi. Na inspeção, também teriam sido encontradas irregularidades como equipamentos de segurança dos trabalhadores estragados e uma mercearia funcionando dentro do alojamento. Apesar dessas irregularidades, todos os trabalhadores estavam registrados. A assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho e Emprego disse que as dez autuações sofridas pela empresa caracterizam o trabalho análogo ao de escravo, mas não deu mais detalhes das infrações que teriam originado as autuações. Por e-mail, o assessor da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do MTE, Marcelo Campos, disse que a “lista suja” é encaminhada a uma série de órgãos públicos para conhecimento e utilização. “É compromisso do atual governo a não concessão de créditos a empregadores que constam deste cadastro”. A usina permanecerá no cadastro por dois anos. Durante este período, não receberá financiamentos com recursos públicos. Para que seu nome seja excluído da lista, precisará cumprir todas as determinações impostas pelos fiscais e ser aprovada em uma nova análise do Ministério do Trabalho ainda sem data para acontecer. O Cadastro de Empregadores acusados de explorar a mão-de-obra escrava é atualizado a cada seis meses.

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