Consideramo-nos privilegiados por termos conhecido vários contadores de histórias e estórias. Em todos lugares e ocasiões sempre há alguém para contar um `causo`, uma fábula, um conto que, dessa forma, passa de geração para geração. O principal é a indução à reflexão.
Gostaríamos de pedir licença aos nossos leitores para aproveitarmos o momento festivo e fugirmos de nosso costumeiro tema político, para contarmos uma história que ouvimos e trazemos guardada em nossa memória. Quando éramos pequenos, à noite, após os serviços diários, víamos mamãe costurar muito. Meus irmãos e eu costumávamos sentar e perguntar o que ela estava fazendo. Ela nos respondia que estava bordando. Sentados no chão observávamos seu trabalho, numa posição mais baixa do que a dela. Eu não entendia o que ela estava fazendo e lhe dizia que de onde estava tudo me parecia muito confuso.
Certa vez, depois de tanto me ouvir dizer a mesma coisa, ela olhou para baixo, sorriu e gentilmente me sugeriu: "filho, saía um pouco para brincar. Quando terminar o meu bordado eu o chamarei e o colocarei sentado em meu colo. Então você verá o bordado aqui da minha posição".
Sempre me perguntava por que minha mãe usava alguns fios de cores escuras e por que, de onde eu estava eles me pareciam tão desordenados, emaranhados, sobrando pontas. Naquele dia, ouvi minha mãe me chamar de volta e me dizer para sentar em seu colo. Eu o fiz.
De imediato, me surpreendi e me emocionei ao ver, no bordado, uma formosa flor e um belo entardecer. Não podia acreditar... Visto de baixo parecia tão confuso! Agora estava perfeito. Mamãe então me disse: "filho, de baixo para cima você vê tudo confuso e desordenado porque não lhe ocorre que acima exista um plano. Havia um desenho e eu o estava apenas seguindo. Agora, olhando o bordado da minha posição, você entende o que eu estava fazendo, não é?".
Cresci, o tempo passou, mas muitas vezes, ao longo dos anos, nos momentos de aflições e dificuldades, tenho olhado para o céu e dito: Deus, o que estais fazendo comigo? E, como sempre, parece que o escuto responder: "Estou bordando sua vida". E eu replico: mas está tudo tão confuso, em desordem, nada se encaixa ou combina; os fios me parecem tão escuros. E Deus, então, me diz: "filho, ocupe-se de seu trabalho... Eu farei o meu. Um dia, Eu o trarei ao céu e o colocarei em meu colo. Então, da minha posição, você verá todo o seu plano de vida`.
PROMESSAS DE ANO NOVO...
Prometemos que vamos parar de beber, de fumar, de comer além da conta, parar de dormir até tarde, de ser exigente, de gastar além da conta, de ser egoísta... Também prometemos que vamos começar a fazer mais caridade, mais caminhadas e praticar esportes, visitar parentes e amigos (que talvez pensem a visita ser para algum comunicado fúnebre ou um pedido de empréstimo, mas mesmo assim iremos), que vamos fazer curso de computação, para não continuarmos xingando o computador, quando na realidade o problema está em quem quem o liga... Prometemos que vamos cumprir as coisas que estão em nosso pensamento, em dar andamento aos nossos sonhos, que vamos cumprir todos os objetivos traçados... E ainda mais, no Ano Novo que se inicia, vamos mudar nosso jeito de ser no intuito de buscar o melhor para todos, para a nossa família e para todos aqueles que temos contato, vamos sair dessa rotina diária que nos aprisiona... Enfim, de tudo isso, necessitamos mesmo é de parar de exigir tanto de nós e parar de prometer o que efetivamente sabemos que não vamos cumprir!
PROFESSOR ALFREDO PALERMO
Ao meu mestre, com carinho! Se perguntarmos a alguém o nome da sua professora da primeira série, talvez o indagado não saiba responder, mas com certeza se lembrará e muito bem de suas características físicas, de suas atitudes, de sua conduta ética e exemplos de vida. A estrada do saber exige uma longa caminhada: ensino infantil, fundamental, médio, superior, pós-graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado... Temos gravado em nossa memória o nome de todos os docentes que passaram em nossa vida. E dentre aqueles que passaram e deixaram marcas importantes em nosso desempenho pessoal e profissional encontra-se a figura ímpar do professor Alfredo Palermo, que além de ser nosso `grande mestre` educacional, no qual nos espelhamos, ainda muito nos orientou quando iniciamos a publicação de nossos artigos semanais neste Comércio. Como bem disse Max Weber `ao nascer, só temos duas certezas do que irá ocorrer em nossa vida: a primeira é que um dia morreremos e a segunda é que pagaremos impostos`. Caro mestre, o senhor já pagou muitos impostos. Chegou o momento de retornar à casa de nosso Pai Maior com a certeza de ter cumprido a sua principal missão, que foi a de moldar o pensamento de várias gerações através de suas aulas, palestras, seminários, livros, artigos etc. Que Deus lhe dê um merecido descanso até a próxima jornada.
A LEI DA MUDANÇA CLIMÁTICA
Reconhecemos os esforços de nosso governo para as questões relacionadas à mudança global do clima. Porém, os governantes não podem se esquecer que as maiores parcelas de emissões de gases são originárias de países desenvolvidos. Não é justo que nosso País adote medidas unilaterais e voluntária, sem nenhuma garantia de qualquer outra compensação dada aos países em desenvolvimento. Em breve voltaremos ao assunto.
Toninho Menezes
Advogado, administrador de empresas, professor universitário - toninho menezes@comerciodafranca.com.br
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