Depois de uma primeira fase com questões clássicas, de nível mediano, com aproximadamente 20% de contextualização nos enunciados ao contrário do prometido, a Fuvest inicia sua segunda fase no domingo, 3 de janeiro, para 35.588 estudantes de todo o País.
Os vestibulandos selecionados para os três dias de prova enfrentarão mudanças anunciadas pela Fuvest, as principais delas, cobrança de todas as disciplinas – até o ano passado dependia da carreira escolhida – e o não aproveitamento da nota da primeira fase no resultado final.
O primeiro dia de prova terá dez questões discursivas de língua portuguesa e literatura, além de uma redação.
No dia seguinte o aluno fará prova de todas as matérias, independentemente do curso escolhido. Serão vinte questões, incluindo perguntas interdisciplinares.
No terceiro dia, doze questões englobarão as disciplinas específicas relacionadas à carreira pretendida. E, ainda, para aqueles cujo curso escolhido exige prova de aptidão específica, as mesmas serão realizadas entre 6 e 8 de janeiro. Espera- se, portanto, o cumprimento do divulgado.
Uma verdadeira maratona de provas a ser enfrentada por estudantes que tiveram um ano atípico, com mudanças no formato das provas e o vazamento do Enem.
Muitas alterações de datas foram feitas, acarretando atropelos e sufoco no calendário, deixando muitos candidatos ansiosos e assustados.
Diante de tantas modificações rápidas que poderiam ocorrer de forma gradativa, algo fica bem evidente: o desejo das universidades em querer em seus quadros discentes pessoas versáteis, que saibam expor com clareza suas ideias e que também saibam explorar conteúdos e habilidades de forma integrada, associando-os à contextualização em problemas cotidianos.
Aos candidatos que enfrentarão os desafiantes exames dou algumas dicas: a redação vale metade da nota da prova de português.
Por isso, é preciso ler com atenção os textos de apoio e a proposta de dissertação, argumentar de forma clara e consistente e utilizar sempre a norma culta da língua portuguesa. Isso fará a diferença.
Nas provas discursivas, a organização, a objetividade e a letra legível são itens fundamentais a uma boa prova.
É indispensável, então, aproveitar os dois dias que ainda restam para relaxar, não cometer exageros e não abandonar de vez os livros, revistas e jornais.
Descanso e boas noites de sono também são imprescindíveis para quem deseja ver o nome na lista de convocados da universidade. Boa prova!
Camila Beghelli Schirato
Professora do Ensino Médio e conselheira deste jornal
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