Emoção marca despedida do mestre Alfredo Palermo


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<b>ÚLTIMO ADEUS</b> - Cortejo de carros acompanha carro fúnebre que leva o corpo de Alfredo Palermo para o sepultamento. Emoção marcou a despedida ontem
<b>ÚLTIMO ADEUS</b> - Cortejo de carros acompanha carro fúnebre que leva o corpo de Alfredo Palermo para o sepultamento. Emoção marcou a despedida ontem
A sala dez do Velório São Vicente de Paula ficou lotada durante toda a manhã de ontem no velório do professor Alfredo Palermo que morreu na madrugada de quarta-feira em São Paulo, vítima de falência múltipla de órgãos. Amigos e autoridades prestaram as últimas homenagens ao lado dos familiares e da mulher de Alfredo, Nydia de Castro Palermo, que, emocionada, não saiu de perto do caixão. Também estiveram presentes membros da Academia Francana de Letras, do Rotary Clube e ex-alunos e professores. Mais de 20 coroas de flores foram enviadas. O professor Éverton de Paula foi um dos mais emocionados. Ao falar de Alfredo Palermo, ex-professor e seu amigo, teve os olhos marejados de lágrimas. “O doutor Alfredo representará por muito tempo o maior ícone da intelectualidade francana. (...) Foi ele que me iniciou na carreira literária e me deu as primeiras aulas sobre a literatura social no Brasil. Com ele, fundamos a Academia Francana de Letras”. O sobrinho Helil Palermo lamentou a morte do professor. “Meu tio sempre foi um incentivador de todas as manifestações culturais. Foi uma grande perda para a família. Ele é o último dos irmãos da velha guarda da família Palermo”. Pouco depois das dez horas, o corpo de Alfredo Palermo deixou o velório rumo ao Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, onde foi sepultado.

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