O adestrador Adoniran Thomaz (Dino) encontrou em três cães uma forma de aliviar os incômodos da fisioterapia, trabalhar a autoconfiança das pessoas e ajudá-las a vencer a timidez e a depressão. Desde 2000, conta com o apoio de Kaoma, uma rottweiler de 9 anos; Andora, 2, da raça golden retriever, e Zeus, 7, um labrador. Os “cães psicólogos” são levados em escolas, asilos, creches e entidades, como a Caminhar (Associação das Famílias de Pessoas Portadoras de Paralisia Cerebral de Franca), para fazer apresentações e exercícios com as pessoas visitadas.
O trabalho é chamado cão terapia. Para pacientes que fazem fisioterapia, por exemplo, são feitos exercícios com os animais. Ao jogar a bolinha para o cão buscar ou escovar o pelo dele, a pessoa exercita os braços. “Na fisioterapia tradicional, o paciente sente dores e às vezes reluta em fazer determinado exercício. Ao interagir com o cão, as sessões ficam mais prazerosas”, disse Dino.
Na opinião dele, o trabalho com os bichos incentiva a comunicação e ajuda a ampliar a rede de relacionamentos, especialmente entre crianças. “Elas querem contar para as outras as brincadeiras com os cães e têm mais assuntos para conversarem”.
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