A paixão de Roberta Gimenes pelos cavalos começou quando ainda era uma criança, aos 8 anos. Seus familiares sempre se dedicaram ao hipismo e ela decidiu seguir o mesmo caminho. Mas antes de mergulhar na prática de esportes com o animal, Roberta precisou vencer o medo. Conseguiu. Hoje, aos 26 anos, uniu o gosto pelos cavalos à sua profissão. É psicóloga e instrutora de equitação. “Nem colocava a mão neles de tanto medo. Mas fui adquirindo experiência, confiança e segurança. Falo que sou um modelo porque o cavalo me trouxe para o mundo. Consegui superar várias dificuldades a partir da equitação, como a timidez, que me incomodava muito”.
A psicóloga trabalha em conjunto com um fisioterapeuta e uma fonoaudióloga. A equipe possui três cavalos para as sessões de equoterapia. Huck, Pedrito e Asterix são treinados para auxiliar no desenvolvimento e recuperação de pessoas com deficiência física, dificuldades na fala, paralisia cerebral, síndrome de Down, sequelas de derrame e outras patologias. Atualmente os profissionais atendem 20 pacientes, de crianças de 5 anos a idosos. “O cavalo aceita todas as diferenças da pessoa e a criança acaba tendo um vínculo com animal”.
O cavalo ajuda a pessoa a melhorar o equilíbrio e a postura. “Ao andar, ele produz um movimento tridimensional porque movimenta para cima e para baixo, para frente e para trás e para os lados ao mesmo tempo. Isso ajuda a pessoa a se ajustar, melhorar o equilíbrio, o tônus muscular”, disse Roberta. O preço da equoterapia é variado.
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