“Não compreendi”


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Pena é que os que vieram depois, descendentes daqueles que O crucificaram física e moralmente, apoderaram-se das suas, como você chama “ verdades”, e em nome delas, constituíram exércitos de culto às meias verdades ou às mentiras inteiras. Em Seu nome enganaram e cometeram injustiças sociais, jurando e fazendo crer que aquilo era justiça. É de se lamentar que sigam existindo “seres-humanos” que se especializem na usurpação do que é revolucionário e que num princípio, tratam de combater e desmentir e, em seguida, transformar em produto de consumo para tirar todo o partido possível. Quanto às vacas, quiçá, sejam os únicos personagens legítimos do presépio, considerando que os reis, magos ou não, representam o parasitismo social, a tal virgem é símbolo de uma castidade de moral duvidosa, protagonista de um processo fisiologicamente impossível e portanto, da maior mentira de toda a história da humanidade; e o carpinteiro não passa de uma triste figura secundária tão decorativa no presépio como na história. Se a sutileza (ou falta de coragem) do seu texto e cujo objetivo, confesso, não fui capaz de compreender, se referia ao povo brasileiro, sinto dizer que, por primeira vez em muitos anos, goza de certa representatividade apesar de que sua consciência e educação sofra as sequelas de 40 anos de obscurantismo cultural, social e político. Esses sim, foram anos em que a incitação ao levante popular teria sentido, com um Brasil à deriva, em mãos de verdadeiros oportunistas que só fizeram aproveitar-se e endividarem o País, transformando a sociedade brasileira numa das mais injustas do planeta. Agora, descobertos, não deixam de se debater e espernear. Covardes, o fazem através dos desinformativos meios de informação, veículos da “voz do dono”, capachos de um coronelismo que se instaurou durante aquele período. (O leitor se manifesta sobre artigo de Nadir Ap. Cabral Bernardino, disponível para leitura em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=51400) Carlos Martí Hernández Valencia - Espanha

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