Moradores da cidade de Guará ficaram perplexos com um bárbaro crime ocorrido na tarde de segunda-feira. Uma mulher de 21 anos confessou ter matado o pai com golpes de barra de ferro e o enterrado no quintal de casa. A acusada alegou que ele teria tentado molestá-la sexualmente. A polícia acredita que a outra filha da vítima, uma lavradora de 29 anos, também participou do crime. Ambas foram presas em flagrante por homicídio, ocultação de cadáver e recolhidas à cadeia de Batatais.
A macabra história aconteceu numa casa simples, de três cômodos no Jardim Matarazzo, zona oeste de Guará. A vítima é o lavrador Laércio Fernandes Galindo, 51 anos. Segundo apurado pela polícia, pouco depois das três horas da madrugada de segunda-feira, Laércio foi atingido com golpes de barra de ferro quando estava dormindo em seu quarto. A autora do assassinato foi sua filha, a dona de casa Alessandra Maria de Souza, 21 anos.
O crime só foi descoberto no fina da tarde de segunda-feira, quando a outra filha de Laércio, a lavradora Solange Maria de Souza, 29, procurou a polícia e contou o que havia acontecido. Segundo a mulher, sua irmã teria matado o pai e o enterrado no quintal. Assim que a Polícia Militar chegou na casa foi surpreendida pela confissão de Alessandra, que apontou onde estava o corpo.
Ela alegou que teria se desentendido com o pai após ele ter tentado molestá-la sexualmente. "Na primeira versão ela disse que Laércio tentou molestá-la sexualmente. Eles brigaram e ela o golpeou com o pedaço de ferro. Apuramos que não havia sinais de briga na casa e que a autora matou o pai quando ele estava dormindo. Inclusive ela colocou fogo no colchão tentando se livrar de eventuais provas", disse o delegado José Augusto Franzini.
Após ter matado o pai no quarto, Alessandra admitiu ter arrastado o corpo até o quintal. Lá, durante a madrugada, ela cavou um buraco de aproximadamente um metro e o enterrou. Para se livrar das evidências, a dona de casa empilhou dezenas de tijolos sobre a cova, além de lavar a casa - para ocultar o sangue - e queimar o colchão da vítima. Vizinhos disseram que não ouviram nada de estranho. "Não escutei nenhuma briga durante a madrugada. Uma vez só teve uma confusão entre a moça e o pai dela. Ele pôs (sic) ela para fora de casa, mas depois tudo voltou ao normal", disse a dona de casa Andréia Gonçalves, ontem, ao Comércio.
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O delegado Franzini esteve na cena do crime. Depois de ouvir as versões das duas mulheres, concluiu que ambas participaram do assassinato. "Alessandra não conseguiria fazer tudo sozinha. Acreditamos que sua irmã participou pelo menos da ocultação do corpo. Não havia marcas de sangue pelo trajeto que Alessandra disse ter arrastado o corpo. Ele foi, na verdade, carregado", alertou.
Laércio Galindo morava com as duas filhas e cinco netos na casa onde foi assassinado. No momento do crime as crianças não estavam no imóvel. Solange alegou à polícia, que durante a noite levou as crianças para a casa de amigos e parentes. De acordo com Alessandra seu pai tinha histórico de violência. "Ela disse que ele agredia os netos e tentou molestá-la. Este fato, porém, nunca foi comunicado à polícia ou ao conselho tutelar", disse o delegado.
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