A bajulação, à sombra do interesse, anda de braços dados com o poder. Seus alvos permitem-se extravasar vaidades, se deixando endeusar e até adotando artimanhas próprias para sobrepor-se aos demais. É muito comum referido comportamento em repartições públicas, em organizações de serviços voluntários, entidades religiosas e mundo político.
Neste momento vive o Brasil o auge da auto-afirmação avalizada pelo globalismo, sabidamente calculado e instituído por Luiz Inácio Lula da Silva.
A partir do discurso de improviso eivado de horrores intentando a comoção do povo, não só do País, mas do mundo, as ações assistencialistas servem unicamente para o desejo político potencializando a pobreza.
A multiplicação de mendigos atende ao propósito de Lula. A dependência popular cria obrigações ao contrário dos investimentos em educação e cultura, único caminho capaz de preparar populações de maneira adequada para o mercado de trabalho. A educação e cultura preparam o povo para melhor discernimento relativo às ações do poder, estágio não conveniente ao falso pregador de democracia, – lobo travestido de cordeiro – em verdade, com clareza, identificado com o continuísmo ditatorial.
Desfigurou-se no Brasil a imagem de um partido –Partido dos Trabalhadores –, que abandonou a exemplar decisão do coletivo para subjugar-se ao dono exclusivista.
Daí festejar-se nos dias atuais o Lulismo. Clubes, entidades ou países que se permitem viver sob o jugo de um dono, não prosperam, cabendo somente a este os louros e glorias, no entanto, sem justiça.
Diante dos fatos decorrentes é oportuno acautelar-nos na preservação da imagem brasileira. Evitaremos perder o aconchego das sombras das palmeiras e seguiremos no agradável desfrute do som bonito do cantar de sabiás.
Obama incrustou não se sabe muito bem com que intenção, a imagem de "o cara". O Brasil até festejou, a periferia aplaudiu.
A lista do jornal espanhol El Pais destaca em sua escolha "Os cem do ano" e badala o filho de Garanhuns, ilustrando sua capa de revista com a imagem de barba bem aparada e um texto de simpatia assinado pelo premiê Jose Luiz Rodriguez Zapatero. Mais uma vez a periferia regozijou-se.
Às vésperas do Natal, um dos jornais mais importantes do mundo, o francês Le Monde nomeou sua personalidade do ano: Luiz Inácio Lula da Silva. Lula pode repetir a frase famosa: "nunca antes ninguém mereceu tal homenagem".
Realmente o Le Monde, com perto de 70 anos de circulação, jamais se deu a tal bajulação. Para o jornal, a graça é "racional e de coração (...) ao erguer a bandeira dos homens de boa vontade".
Não basta que o ilustre Lula, tão titulado e aprovado, comemore seus títulos. É urgente que reflita no décimo ano do terceiro milênio, que títulos obrigam responsabilidade e comportamento adequado.
Lula não pode continuar jubilante por ter feito cocô no banheiro da rainha da Inglaterra.
A todos, afortunado 2010.
Garcia Netto
Jornalista
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