A sagrada família


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Estamos vivendo o ciclo litúrgico do Natal, período que vai da noite de 24 de dezembro até 10 de janeiro. O clima festivo deste tempo litúrgico nos faz dizer, em oração, um grande agradecimento a Deus que nos deu seu Filho, Jesus, nosso Salvador. A palavra de Deus deste domingo é bela e nos fala sobre a família de Nazaré e sobre a nossa família. Os trechos proclamados são: Eclesiástico 3; Colossenses 3 e São Lucas 2. Celebrando a Sagrada Família, valorizamos a vida de nossas famílias com suas alegrias e sofrimentos, conquistas e conflitos, como santuário da vida, lugar privilegiado da vivência da gratuidade, do amor, do perdão, do exercício de relações verdadeiras, da prática da misericórdia, da partilha e da solidariedade, sacramento do mundo novo. A primeira leitura trata das relações familiares e traz uma explicação de Ex 20,12 e Dt 5,16: "Honra teu pai e tua mãe, conforme o Senhor, teu Deus, te ordenou, a fim de que teus dias se prolonguem e que sejas feliz sobre a terra que o Senhor, teu Deus, te dá". O texto enumera alguns aspectos da relação pais e filhos que Deus recebe como feitos a si: honrar, consolar, socorrer, não entristecer, ter piedade, compadecer-se sofrer junto deles, não desprezá-los quando os pais ficarem idosos. Os efeitos desse comportamento são bênçãos que nos ajudam a uma realização humana e religiosa harmoniosa. O respeito para com os pais se baseia no respeito com a vida e em especial para com aqueles que geraram a vida. Afinal, respeito para com Deus, autor da vida e sua fonte primeira. A segunda leitura é da carta aos Colossenses e retoma a catequese sobre as relações humanas em todas as dimensões e em especial no âmbito familiar. O apelo é nos revestimos de evangelho, de caridade, roupagem do seguimento de Jesus: compaixão, bondade, humildade, mansidão, longanimidade, sendo suporte para os irmãos com amor, perdão; como fomos perdoados devemos perdoar. Fomos chamados a ser um só corpo, uma só família em Cristo Jesus. Paulo ensina que para conviver com os outros requer humildade, acolhida mútua, paciência. O amor é o vínculo que nos une. Na cena do evangelho de hoje Jesus aparece no Templo, onde foi em peregrinação, com sua Família. Revela assim, pela primeira vez, que seu mundo ultrapassa os limites da família a que pertence pelos laços de sangue. Todo judeu fiel, a partir dos doze anos, deve cumprir três peregrinações anuais a Jerusalém: peregrinação dos Pães sem fermento, das Semanas e das Tendas. Cumprindo a Lei, Jesus, sua mãe e seu pai vão a Jerusalém por ocasião da Festa da Páscoa, sete dias de pães sem fermento. Terminada a festa, José e Maria tomam o caminho de volta a Nazaré da Galileia, divididos em caravanas de mulheres e de homens separadamente. Jesus ficou em Jerusalém e os pais não perceberam. No final do primeiro dia, procurando entre os companheiros de viagem, parentes e conhecidos, não encontraram o Menino. Voltaram para Jerusalém e o procuraram por três dias, encontrando-o no Templo, sentado em meio aos mestres, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas. Os mestres da Lei ensinavam, em forma de diálogo, nos átrios do templo. Todos que ouviam as respostas de Jesus ficavam maravilhados. Maria e José se surpreenderam ao encontrá-lo. A mãe censura a atitude do filho: "Por que você fez isso conosco?". O filho responde com outra pergunta: "Por que me procuravam?". Para Maria e José a razão de procurá-lo é obvia, mas ele continua perguntando: "Não sabíeis que eu devo estar junto, na casa de meu Pai?". A resposta de Jesus é a primeira palavra dele no evangelho de Lucas. A última palavra é também para falar do Pai: "Pai, em tuas mãos entrego meu espírito"(Lc 2, 49 e 23,46). Jesus passou a vida "ocupado com os negócios de seu Pai". Os pais não compreenderam o que Jesus queria dizer. Ele, como bom e obediente filho, desce com eles para Nazaré, enquanto Maria guardava esses acontecimentos em seu coração. Jesus progredia em saber, em estatura e em graça diante de Deus e das pessoas. Que nossas famílias sejam abençoadas por Deus e cumpram, com prontidão, sua missão no mundo. NA CATEDRAL Agradeça a bondade de Deus ao longo de 2009 e peça a sua generosa bênção para cada dia de 2010. Na Catedral, os horários das celebrações são: 31 de dezembro: 21 horas. Primeiro de janeiro de 2010, às 7, 9, 10:30 e 19 horas. AGRADECIMENTO Encerrando 2009, agradeço a este jornal o espaço concedido aos domingos para divulgar a Palavra de Deus. Aos leitores uma bênção especial como gratidão e através do editor Luiz Neto, abraço toda a família Comércio da Franca. PENSAMENTO "No crepúsculo do ano que se extingue, Senhor, ouve a minha voz e a minha súplica". José Geraldo Segantin Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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