A tradição do basquetebol francano mais uma vez estará em evidência durante a disputa dos jogos que decidirão as duas equipes que finalistas do Campeonato Paulista de Basquetebol 2009/2010. Dos quatro treinadores semifinalistas, três são francanos e formados na escola francana de basquete. Só Régis Marrelli, do São José, não tem um “pezinho” na Capital do Basquete. Dos três, o mais experiente, e praticamente professor dos demais, é Hélio Rubens Garcia, técnico do Vivo/Franca. Depois de Hélio vem Jorge Guerra, o “Guerrinha”, que como jogador teve passagens na seleção brasileira e ao se tornar treinador conquistou um Campeonato Brasileiro, um Paulista e um vice Sul-americano, todos dirigindo Bauru. Por fim, aparece João Marcelo, o mais novo dos três, com carreira iniciada em 1997 ao dirigir a equipe infantil do Franca Basquete. Ficou em Franca até no final de 2000, quando foi para Araraquara e trabalhou até 2006. No Paulistano, João Marcelo chegou em 2007 e completará em junho de 2010 sua terceira temporada como técnico da equipe da capital. Jorge Guerra e João Marcelo se dizem orgulhosos de serem francanos e terem iniciado no basquetebol de Franca. Para eles, o fato da semifinal do Paulista contar com três técnicos francanos é motivo de muito orgulho. “Eu me sinto orgulhoso de ser francano, de ter participado da história deste basquete que já ultrapassa a marca de 50 anos em atividade”, disse Guerrinha. João Marcelo destacou que depois de ter saído de Franca para trabalhar em outras equipes, pôde comprovar quanto o basquete francano é admirado e respeitado. “Eu realmente ouvia falar de como éramos respeitados lá fora, mas quando sai de Franca é que pude confirmar como é isso. Quem começou a carreira em Franca ou passou em algum momento pelo nosso basquete se torna ídolo em muitos lugares por onde vai trabalhar”, afirmou João Marcelo. Faz coro com Guerrinha e João Marcelo o técnico Hélio Rubens. Para ele, o fato de treinadores francanos e jogadores revelados em Franca fazerem sucesso em outras equipes é a mostra do profissionalismo que existe na cidade e o comprometimento que todos que por aqui passam têm com o município, com o grupo e, principalmente, com os torcedores. “O importante é que quem passa por aqui aprende o verdadeiro sentido do esporte, dedicando o seu melhor em beneficio do grupo”, disse Garcia. Ao ser questionado sobre os seus ex-companheiros de equipe e também alunos, João Marcelo e Guerrinha, que trabalharam com Hélio Rubens ainda jovens, o comandante do Vivo/Franca declarou: “Eles foram bons alunos e a prova disso é que hoje são grandes treinadores e elevam o nome de Franca onde quer que estejam trabalhando.”
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