Brasileiro espera seis meses para obter emprego


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VAGAS EM ABERTO - A psicóloga e analista de recursos humanos, FLávia Ariane, explica o tempo que fica com a maioria dos currículos na empresa onde trabalha: três meses
VAGAS EM ABERTO - A psicóloga e analista de recursos humanos, FLávia Ariane, explica o tempo que fica com a maioria dos currículos na empresa onde trabalha: três meses
Seis meses é o tempo médio de espera de um brasileiro por um novo emprego, diz pesquisa recém-divulgada pela Catho, especializada em cadastro de currículos, vagas e recrutamento. Segundo o estudo divulgado semana passada, denominado "O Desempregado Brasileiro 2009", mais de 50% dos entrevistados conseguiu sair da situação de "economicamente inativo" em no máximo um semestre. O mesmo estudo, conduzido com 25 mil pessoas em todo o País, também aponta que as mulheres ficam mais tempo fora do mercado de trabalho que os homens. Enquanto eles ficam cerca de 4 meses e meio desempregados, elas permanecem pouco mais de 6 meses nessa condição. Além disso, a Catho constatou que profissionais com níveis hierárquicos mais altos costumam ficar mais tempo parados - aproximadamente sete meses. De acordo com Flávia Ariane, psicóloga e analista de recursos humanos da Agiliza, agência empregos temporários em Franca, o período de espera da maior parte das pessoas que deixam currículo no escritório - cerca de 200 diariamente - é de três meses. Ela explica que um dos fatores que mais causam problemas na hora da recolocação é a falta de qualificação dos candidatos. "Tenho cerca de 10 vagas em aberto que não consigo preencher. Não tenho profissional com qualificação para elas", afirma. Os pré-requisitos que as empresas buscam e que, segundo a analista, são tão difíceis de encontrar, são foco na carreira, comprometimento, apresentação pessoal, disponibilidade e pró-atividade. "Não adianta procurar emprego pelo número de vagas oferecidas. Alguém de vendas dificilmente vai se adaptar a rotina administrativa, por exemplo, e vice-versa. São carreiras diferentes", comenta. O economista Hélio Braga Filho, professor do Uni-Facef, acredita que a situação do emprego em Franca está melhorando com o decorrer dos anos. Ele estima que hoje os desempregados francanos costumam ficar na espera por até um ano, metade do período que ficavam há alguns anos. Braga Filho ressalva, no entanto, que qualquer estimativa local é comprometida pela sazonalidade da economia de Franca - fenômeno que se observa com muita frequência em indústrias coureiro-calçadistas como a Tenny Wee. O grupo demitiu cerca de 150 funcionários no início deste ano e, segundo matérias do Comércio, admitiu 100 quatro meses depois. LUGAR AO SOL A analista de marketing Bruna Letícia de Castro, 24, está há dois meses desempregada. Ela trabalhou na CTBC, até outubro. Depois de sair da empresa de telefonia, no entanto, não ficou parada. Já fez um curso de marketing de relacionamento no Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e ela-bora um novo currículo para começar a distribuir em janeiro, quando julga ser a época mais propícia. “Quero alguma coisa que tenha a ver com o meu perfil. Tenho que estar satisfeita para realizar um bom trabalho".

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