Grupo Amazonas anuncia a contratação de 350 funcionários a partir de fevereiro


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ESTÍMULO NO MERCADO - Em imagem de arquivo, o setor de produção do Grupo Amazonas que já chegou a produzir 150 mil pares de solados por dia antes dos tempos de crise
ESTÍMULO NO MERCADO - Em imagem de arquivo, o setor de produção do Grupo Amazonas que já chegou a produzir 150 mil pares de solados por dia antes dos tempos de crise
O Grupo Amazonas pretende contratar 350 funcionários em fevereiro. As novas admissões acontecem um ano e dois meses após a dispensa de cerca de 380 funcionários durante uma grave crise enfrentada pela empresa. Nesse processo, parte das vagas será para readmitir os trabalhadores que foram demitidos na época. A informação foi confirmada com exclusividade pelo empresário Saulo Pucci Bueno, diretor do grupo, que comemora o momento de estabilidade da empresa alcançado em 2009. “Foi um ano ótimo para o grupo Amazonas, um ano de retomada, de estabilidade e reposicionamento da marca e dos produtos no mercado”, disse. Os 350 funcionários que deverão ser contratados no começo do próximo ano vão preencher vagas em diversos setores do grupo. Da produção de solados, adesivos ou componentes à postos de gerência e da área comercial. A princípio, não serão exigidos comprovantes de experiência para os interessados, mas a prioridade, avisa Saulo, será para ex-funcionários. “Eventualmente não serão as mesmas pessoas porque temos informações de que a maioria está inserida no mercado de trabalho. Mas provavelmente parte das vagas será destinada para os ex-funcionários”, disse o diretor que prefere não falar sobre investimentos nem em quanto pretende aumentar a produção atual da empresa. ESTRATÉGIA Para o grupo Amazonas, o anúncio das contratações é o maior sinal de que a crise vivida em anos passados, está superada. Desde 2005, a empresa trabalhava para se reestruturar e voltar a crescer. Em 2005, foi iniciado um processo de profissionalização liderado pela equipe de assessoria do ex-governador do Rio Grande do Sul, Antônio Britto. “Eles preparam um cenário e o fizeram (...). Por mais que você traga uma pessoa gabaritada e competente de outro setor, a chance dele não dar certo (na área calçadista) é muito grande”, disse Saulo sobre o processo que foi encerrado em 2008. No maior turbilhão, a redução de funcionários começou em 2007, com a demissão inicial de 168 operários. A produção da empresa que chegou a 150 mil pares/dia de solados caiu para 25 mil - número que se mantém até hoje. Para Saulo, o freio foi essencial para que a empresa não afundasse ainda mais em dívidas. Os 380 dispensados resultaram na eliminação de postos de gerência e direção e na integração de setores (solados, adesivos, componentes e logística). A centralização das áreas administrativas das empresas que compõem o grupo e, na prática, a extinção de marcas como Componam e Vinilex para que o nome Amazonas fosse fortalecido. “Temos uma capacidade produtiva muito grande. Por isso tivemos que diminuir. Somos a maior fábrica de solados de borracha do mundo, não é só da América Latina ou do Brasil, somos os maiores do mundo. A capacidade produtiva que nós temos é grande. Tínhamos um excesso de pessoas para um mercado muito fechado”, diz Saulo sobre o drástico corte de 40% no setor produtivo da indústria. Atualmente, o grupo Amazonas tem três mil funcionários espalhados em unidades que ficam em Franca (SP), Jequié (BA), Quixeramobim (CE), Novo Hamburgo (RS), João Pessoa (PB) e Montevidéu (Uruguai). EM DIA Segundo dados do Sindicato dos Borracheiros, o acerto com os empregados do Amazonas no ano passado foi de aproximadamente de R$ 1,5 milhão. “Estamos pagando essa dívida em parcelas e não atrasamos nenhuma. A maioria dos que foram dispensados estão com 85% das verbas rescisórias pagas. Essa dívida com os funcionários termina em abril de 2010”, diz Saulo.

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