Os moradores do Recanto Fortuna reclamam da falta de patrulhamento no local e dizem não ver interesse da polícia em encontrar os autores dos furtos. "As viaturas raramente passam por aqui e depois que registramos as ocorrências não fizeram mais nada", disse uma das vítimas que prefere não ser identificada.
O delegado titular do 3º DP, Daniel Paulo Radaelli, responsável pela área onde está localizado o Recanto Fortuna, reconheceu a ação dos bandidos no local é preocupante e afirma que uma equipe de investigadores está focada naquela região. Na semana passada, teria sido feita a triagem de vários suspeitos, mas nenhum foi associado aos crimes. "Assim que detectamos os inúmeros furtos, fizemos contato com moradores e identificamos algumas pessoas suspeitas pela forma de agir dos ladrões. Conseguimos dois mandados de busca domiciliar para as casas de alguns suspeitos, mas ainda não conseguimos reaver o produto dos furtos nem indicar a autoria dos crimes", revelou o delegado.
Quanto a entrar em contato com as vítimas após os furtos, o delegado explicou que as informações dos locais onde os crimes aconteceram já constam do B.O. e que os esforços da polícia passam a se concentrar na investigação. Radaelli lembra, no entanto, da importância do patrulhamento. "Não adianta cobrar apenas depois da porta arrombada. Também encontramos dificuldades para conseguir informações e nisso o cidadão pode ajudar denunciando. Agora, é claro que essa colaboração não exime a PM da obrigação de patrulhar ou a Civil, de investigar", disse ele.
Em resposta aos moradores, o capitão Lídio Guariglia Costa Júnior, coordenador operacional do 15º Batalhão da PM, garantiu que o patrulhamento das áreas mais afastadas tem se intensificado através das patrulhas rurais e voltou a cobrar a ajuda da população na prevenção aos crimes. "O criminoso não é fantasma. Alguém viu em algum momento pessoas estranhas naquele local. Me parece que a solução passa um pouco pela necessidade de os moradores conversarem. A população tem que participar e a PM tem que saber ouvir e agir", disse o militar.
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