Não era mesmo de se esperar nada melhor de um governo que, enquanto oposição, culpava a classe empresarial por todas as mazelas sociais do Brasil. Não importa se o empresário em foco é uma pessoa que construiu seu patrimônio as custas de muito trabalho e um boa visão empreendedora. Basta que a pessoa se estabeleça na vida para ser chamada de “zelite dominante’, opressora dos fracos e explorador da mão-de-obra dos menos favorecidos, apenas para seu bem estar pessoal. O empresário no Brasil é tratado como aspirante a marginal, alguém que diante da mais sutil oportunidade vai usurpar seu funcionário e se aproveitar para explorá-lo de todas as formas possíveis. Não contente em nos impor uma das maiores cargas tributárias do mundo versus a pior qualidade de serviços públicos da galáxia, o governo federal se preocupa em criar um complexo e aparentemente pouco eficiente sistema de controle de ponto do funcionário. Além de ter regras obscuras e sem fundamento, o tal sistema conta com uma complexa parafernália tecnológica que promete complicar e muito, não só a vida de empresários como também a dos funcionários. Não estou aqui dizendo que, o controle de ponto é algo que não mereça toda nossa atenção e devidas normas de controle. No entando, as novas exigências para o controle eletrônico de ponto, ditadas pela complexa Portaria nº 1.510 do Ministério do Trabalho e Emprego funcionam mais ou menos como uma terapia preventiva, onde o remédio causa mais efeitos colaterais do que beneficios de ordem prática.
Viviane Araujo
Franca - SP
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.