A cana-de-açúcar continua avançando na região de Franca. A maior alta foi registrada em Itirapuã, onde a área plantada passou de 91 hectares, no ano passado, para 167 hectares neste ano; representando um aumento de 83,51%. Rifaina foi o único município em que não houve expansão, a área plantada se manteve a mesma. Os dados são do projeto Canasat, desenvolvido pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que monitora a lavoura de cana no Estado de São Paulo desde 2003 utilizando as imagens obtidas por satélites.
O diretor de agricultura de Itirapuã, José Eduardo Macedo, já tinha percebido o aumento. “Fazemos um acompanhamento e tivemos conhecimento de que duas fazendas arrendaram áreas para o plantio de cana”, afirmou Macedo, que vê o avanço da lavoura com ressalvas. “Financeiramente é preocupante por sermos um município que vive basicamente da agricultura. O aumento da cana reduz a área de pastagem e a mão-de-obra, já que as usinas utilizam mais maquinários”.
<p style="text-align: center;"><a target="_blank" href="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2009/12/crescimento-da-area-de-cana-de-acucar.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3152" title="arte/comércio da franca" src="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2009/12/crescimento-da-area-de-cana-de-acucar.jpg" alt="" width="400" height="104" /></a></p>
O diretor de Agropecuária e Meio Ambiente de Cristais Paulista, Gerson Rocha, também não gostou muito de saber que a área plantada de cana cresceu 65,28% em comparação ao ano passado. Foi a segunda maior alta na região. “Vejo esse aumento de forma negativa. O município não recebe nenhum recurso com isso. Todo o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) gerado vai para o município onde está localizada a usina. No nosso caso não recebemos nada”.
Rocha se diz preocupado principalmente com a redução da área que antes era destinada a pastagem que consequentemente reflete no tamanho do rebanho de Cristais. “Não acredito que consigamos reverter esse situação que também pode prejudicar o meio-ambiente com as queimadas que são utilizadas para ajudar no corte da cana”.
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