300 francanos escapam da morte por enfarto todo ano


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Mais de 300 pessoas escapam de morrer vítimas de enfarto todos os anos em Franca. Cerca de 120 delas chegam a ser internadas com graves problemas no coração, mas são salvas na última hora. A outra parte identifica entupimento de veias e artérias a tempo de evitar o perigo e a dor. A salvação desses pacientes tem sido uma cirurgia chamada angioplastia - menos famosa que a “irmã”, Ponte de Safena - porém mais eficaz em casos urgentes segundo os médicos. O médico cardiologista Ulisses Gianecchini, do HCor (Hospital do Coração), explica que a angioplastia é, de forma simplificada, uma cirurgia para introdução de um cateter na veia do paciente para desobstruí-la e evitar ou reverter um quadro de enfarto. (Leia mais em texto de apoio). Aliviado, José Ilton Moreira de 53 anos faz parte dessa estatística. No dia 14 de julho deste ano, ele descobriu que tinha problemas cardíacos da pior forma possível: enfartando. Era manhã de uma terça-feira e ele caminhava pela região central da cidade quando começou a sentir fortes dores no peito que se estendiam pelo braço esquerdo. Foi levado às pressas para o Pronto-socorro “Dr. Janjão” e, em seguida para o HCor, onde a angioplastia foi realizada poucas horas depois. “Tinha uma veia 98% entupida. Foi por muito pouco”, contou. José Ilton realizou ainda mais duas cirurgias do mesmo tipo, uma em setembro e outra no início deste mês. “Agora vou me cuidar mais, me alimentar direito e fazer exercícios”, prometeu o paciente. A operação é realizada no HCor há 15 anos em um aparelho de hemodinâmica, único na região. Desde então, 3,5 mil pessoas tiveram veias e artérias do coração desentupidas mecanicamente, mil delas em atendimentos de urgência porque já estavam enfartadas. E o número cresce ano a ano. Neste ano, devem ser totalizadas 330 operações do gênero, um recorde a ser superado facilmente em 2010 com a entrada em funcionamento de um novo aparelho de hemodinâmica. O equipamento, comprado por R$ 1,5 milhão, já está no hospital e espera os últimos ajustes técnicos para entrar em funcionamento. A expectativa é de que o aumento chegue a 30%.”Realizamos um excelente número de cirurgias deste tipo por ano. E o mérito não é só nosso, mas da estrutura do hospital e dos médicos que fazem o primeiro diagnóstico, principalmente os da rede pública de saúde”, explicou o cardiologista.

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