Alertas sobre as águas de verão


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Com as chuvas que caem sem parar, os solos impermeáveis e represas ao ponto de transbordar, está criado o cenário para inundações em várias regiões do País Mudanças climáticas são um tema tão sério e iminente que órgãos oficiais já não medem palavras quando o assunto é previsão do tempo. Sem medo de antecipar pânico, a Agência Nacional de Águas (ANA) avisa municípios e Estados sobre o nível elevado da vazão dos rios. Com as chuvas que caem sem parar, os solos impermeáveis e represas ao ponto de transbordar, está criado o cenário para inundações em várias regiões do País. Os técnicos chamam isso de “vertimento não controlado”. Quer dizer desastre mesmo. O País entra agora “em estado de alerta”, diz o presidente do órgão, José Machado. Previna-se quem puder! Na Bacia do rio Paranapanema, na divisa de São Paulo com o Paraná, o reservatório de Capivara da CESP está com 97% de sua capacidade máxima, segundo relatório de novembro. No mesmo período de 2008, o índice era de 83%. Preocupa também a bacia do Paraíba, onde as represas estão no limite: Jaguari está com 95%, contra 76,9% ano passado, e o Paraibuna está com 83%, contra 62% em 2008, ameaçando áreas em torno de São José dos Campos. Jupiá, no rio Paraná, está com 90,9%. É possível evitar ou prevenir o rompimento, mas com acompanhamento sistemático. É o que se propõe a ANA, que criou em Brasília este mês uma “Sala de Situação” para aglutinar num único ponto, pela primeira vez na história, os dados da Rede Hidrometeorólogica Nacional composta por 14 mil estações no País. “Vamos tentar agir de forma conjunta com a Defesa Civil e as prefeituras diante dos riscos”, diz Machado. Cresce o medo, desperta a eficiência. <b>AQUECIMENTO REGIONAL</B> Não dá mais para fazer de conta que o problema não existe. O aquecimento global tem escala planetária, mas os efeitos são locais, regionais. Daí a importância de conhecer melhor a Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC). São Paulo terá que reduzir em 20% a emissão de dióxido de carbono até 2020, comparado aos níveis de 2005. O que isso significa? Aquecimento global é tema que deveria esquentar a pauta dos prefeitos. O desafio é conter o crescimento de gases do efeito estufa. Missão para governos e redes organizadas mundialmente. Mas a ação começa na cidade pela conscientização. Onde, afinal, se respira. <B>ELEIÇÕES</B> Pesquisa de intenção de voto encomendada pelo Comércio da Franca ao Instituto Datalink mostra José Serra com ampla vantagem na cidade nas eleições para presidente e Geraldo Alckmin vencendo “de barbada” a disputa pelo governo do Estado. O levantamento foi realizado entre os dias 23 e 29 de outubro. Reflete a tendência do momento. <B>SAIU O DINHEIRO</B> Fechado acordo do governo do Estado com empreiteiras para tocar as obras de reparos em estradas, vicinais e trevos de acesso no Interior. Segundo o Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado, R$ 278 milhões seriam pagos às empresas ainda nesta semana e R$ 190 milhões na próxima. Até dezembro, um total de R$ 670 milhões. O sindicato chegou a anunciar paralisação das obras e demissões em massa e o secretário Mauro Arce disfarçou o tempo todo a tensão. <B>AS 24 HORAS</B> Cresce em silêncio o movimento “Devagar no mundo” entre os que desejam ritmo equilibrado para trabalhar, comer, conversar e descansar. “Sem dúvida estamos ultrapassando os limites do que podemos fazer”, afirma o médico Sérgio Pripas, organizador do livro “Cronos ensandecido: sobre a agitação do mundo contemporâneo”, lançado em São Carlos pela EdUFSCar. “Não é curioso termos tecnologias que adiantam em muito nossas tarefas e cada vez menos tempo?” <B>Wilson Marini</B> wmarini@apj.inf.br

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