Cada vez mais atentos, os francanos têm corrido atrás dos seus direitos como consumidores. O número de reclamações registradas no Procon (Proteção ao Consumidor) tem crescido a cada ano. Em 2009, foram 54.541 queixas. A procura foi 35% maior que no ano passado, com 40.783 mil reclamações. Produtos com defeitos, erros em cobranças de boletos de financeiras e falta de assistência técnica são as principais reclamações.
A maior parte das queixas se refere a serviços prestados por instituições financeiras, como a cobrança de boletos bancários, parcelamentos de dívidas e juros indevidos. Até o mês de novembro, foram 14.704 registros sobre estes problemas. Na sequência, com 10.979 queixas, vem o setor de produtos eletrônicos. “São celulares, som, notebooks que, ainda na garantia, estragam e a empresa se recusa a consertar ou dar outro no lugar”, disse José Antônio Guimarães, chefe do Procon.
Em terceiro lugar, está o setor de telefonia que trouxe dor de cabeça a 7.004 consumidores. Para José Antônio, o aumento de reclamações se deve à disposição da população em buscar por seus direitos e à maior divulgação da instituição nas ruas, escolas e empresas. “Durante o ano todo, nós percorremos os estabelecimentos comerciais fiscalizando e fazendo o alerta aos lojistas. Do outro lado, houve também palestras, distribuição de informativos e todo apoio aqui em nossa central para a população”, disse.
Mais de 80% dos casos que chegam ao Procon são solucionados. “Quando o consumidor nos apresenta o problema, nós conferimos a denúncia e a empresa envolvida é notificada. Caso não haja acordo, realizamos audiências de conciliação e, se persistir o problema, encaminhamos para a Justiça”, disse José Antônio.
RESOLVIDO
Há um mês o publicitário Jefferson Silva Nascimento teve seu problema resolvido com a ajuda do Procon. Ele comprou uma moto e financiou ela em 42 vezes. Mas levou um susto na hora em que o boleto chegou em sua residência. “Havia uma cobrança de R$ 3,90 em todas as parcelas que não estava dentro do preço da moto. Sem saber que estava errado, eu fui pagando”, disse.
Depois de ser orientado por um amigo que a cobrança era indevida, ele exigiu seus direitos. “Já tinha pago 23 parcelas, fui até o Procon, que enviou um comunicado à empresa e eu recebi o dinheiro de volta. O Procon foi fundamental na devolução do meu dinheiro”, disse.
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