Na sarjeta...


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Este ano desenvolvi, com meus alunos, projeto que resgata a memória de escolinhas rurais que funcionavam na zona rural do município de Ribeirão Corrente. Entre as etapas do trabalho, estavam o depoimento de uma ex-aluna e de uma ex-professora, sobre o funcionamento dessas escolas. Foi surpreendente descobrir que os alunos não tinham transporte para deslocá-los e a merenda era feita com a ajuda da professora e da esposa do proprietário do sítio. Não havia sanitários. Quando muito, fossa era instalada nas proximidades para uso coletivo dos alunos. Mesmo em precárias instalações, a docente lembra como era visível o ganho de cultura dos alunos e a alegria de ensinar dos professores, tudo por conta da disciplina que imperava no ambiente escolar. Hoje, as escolas são verdadeiras mansões e os resultados são terríveis. Além de dar livros didáticos, o governo estadual gasta milhões para confeccionar apostilas para os estudantes. Falta de recurso não é o problema, portanto. O que faz falta é aquele comprometimento que os alunos de outrora tinham com os estudos, enfrentando todo tipo de obstáculos. As escolas rurais fecharam quase todas levando consigo ótimos exemplos de que muito pouco é necessário para bons resultados serem colhidos. Luís Alexandre Machado Franca - SP

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