(...) Quem instala um eletro-doméstico sem ler o manual se dá mal. As pessoas dirigem mal justamente porque não seguem um manual. Uma das regras para concessão da CNH é a sobriedade. Um dos maiores problemas do trânsito é o do veículo flex-plus, aquele em que o motorista também se abastece de álcool, não conhece as leis de trânsito e só respeita aquela que diz que não é obrigatório soprar no bafômetro. Sabe que a regra "apenas" detecta embriaguez. É igual a exame de DNA, que indica "apenas" 99% de compatibilidade. Alguém precisa criar um detetor de álcool remoto. O álcool ataca todos os sentidos das pessoas, mesmo quando ficam sóbrias. Existem craques do futebol que perdem contratos milionários porque, mesmo sóbrios, não rendem nada em campo devido aos efeitos do álcool. Tem político que defende posto de abastecimento alcoólico em cada esquina. Defendem também que calçadas sejam transformadas em espaços alcoólicos que acabam por se tornar escolas de vício para menores. Neste fim de ano muitos mais neurônios serão queimados, muito mais loucos se apresentarão no trânsito. Os administradores públicos perdem oportunidades novas para aumentar a arrecadação porque há mais possibilidades além das multas de trânsito, que já fazem bem. Deviam copiar sistemas de outras cidades que multam, além de infrações relacionadas ao álcool, também ao fumo, às drogas, à poluição sonora, à perturbação do sossego etc. Aliás, deviam aplicar mesmo, porque omitir cumprimento ao que determina a CF, parágrafo 4º do artigo 37, é improbidade. Poderiam também criar um disque-denúncia como o "Psiu", de São Paulo, já que os infratores aproveitam justamente os horários de fim de semana quando a fiscalização está de folga. Os motoristas bebem porque são induzidos pela propaganda (C.P. art. 286, crime de indução!). No futebol as pessoas desorientadas pela bebida se tornam idólatras, fanáticas, bestas-feras por uma bola chutada e falam mal de mulher inocente e desconhecida, mãe do árbitro, situação que as procuradoras e feministas não encaram. De nada adianta indignar-se contra os efeitos do álcool, que se revelam no trânsito. É preciso atacar as causas, começando pela primeira – a bebida alcóolica – que torna os motoristas idiotas. (O leitor se manifesta com base em Gazetilha, disponível para leitura em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id= 50799)
Alexandre Alves Ribeiro
Franca - SP
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