Sam Winchester está à caça de forças malignas de outro mundo em Supernatural. Enquanto isso, Leonard tenta arranjar uma namorada para o mala do Howard, em Big Bang Theory, e dr. Gregory, o aclamado House, desvenda os casos mais complicados da medicina moderna. Essas são algumas das sagas norteamericanas que fazem a cabeça principalmente dos jovens, mas há produções para todos os gostos e públicos.
Uma sucessão de personagens em inglês tem sido comentário geral da galera, na sala do cursinho, no ambiente de trabalho, na mesa do bar, na balada. Na regra geral, assistir um seriado estrangeiro pode ser intrigante e viciante. Por consequência, comentar com o colega é natural e pode fazer você parecer mais “descolado”.
Com a infinidade de sites e blogues que disponibilizam downloads gratuitos - mas ilegais -, as comunidades nas redes sociais, as maravilhas da TV a cabo e as retransmissões na TV aberta, ficou fácil entrar a fundo nas tramas que se desenrolam pelas ruas de Nova York e Los Angeles, ou então de lugares que ninguém sabe onde fica, como a ilha de Lost.
Com a desculpa de que entrar no mundo de Gossip Girl e companhia ajuda a aprimorar o inglês e a conhecer culturas e cenários internacionais, muita gente tem acompanhado várias séries de uma só vez. Essa foi uma das razões apresentadas pelo professor de informática Rodrigo Monteiro dos Santos, 25, para justificar o “vício”. De cabeça, ele lembra de pelo menos 11 que sempre assiste: Supernatural, Smallville, Lost, 24 Horas, Big Bang Theory, Two and a Half Man, House, CSI, Dexter, My Name is Earl, True Blood.... “É aquela novela que falta no Brasil. É um filme com duração estendida, perfeito para treinar o inglês. Já houve episódio que vi sem legenda”, afirma, indicando como seus preferidos Supernatural, no gênero suspense, e My Name is Earl, entre as produções voltadas para a comédia.
Rodrigo, que começou a assistir séries aos 16 anos com Smallville, aproveita a pausa do almoço em seu trabalho e o pós-expediente em casa para manter-se sempre atualizado. Em média são três horas por dia. Nos fins de semana, a carga é um pouquinho maior. Ele afirma que seu recorde foram 12 horas seguidas. “Teve uma vez que comecei a ver às duas da tarde e fui parar às duas da manhã”, diz, revelando que se pudesse ser um personagem seria Michael Scofield, o protagonista do já encerrado Prison Break. Um homem de 31 anos, com QI superior ao normal, que foi preso de propósito para libertar seu irmão, condenado injustamente por um crime que não cometeu.
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