As chuvas fortes que atingem Franca desde o começo de dezembro têm trazido prejuízo ao bolso dos consumidores de hortifrutigranjeiros da cidade. Com água em demasia, a oferta de legumes, frutas e verduras cessou e os preços foram aumentados em até 66%. Entre os mais atingidos estão a batata, a abobrinha, o quiabo e o jiló. No caso da batata, a saca de 60 quilos subiu de R$ 65 para R$ 85. Uma alta de 30%. No varejão, a média de preço do quilo saltou de R$ 1,08 para R$ 1,41.
As justificativas para a mudança repentina de preços são que as chuvas, além de causar quebra de safra e prejudicar a qualidade dos alimentos, dificultam a colheita e o transporte para a cidade. “Muitos produtos, como a abobrinha e o jiló, são sensíveis à chuva. Como não para de chover, a produção é menor e a qualidade se torna inferior. Com isso, fica mais difícil de encontrar o produto. Ao mesmo tempo, nos varejões a procura é alta nesta época do ano”, disse Carlos Eduardo Silva Patrocínio, um dos proprietários da rede de varejões Irmãos Patrocínio.
Para Carlos Eduardo, o “sumiço” de produtores rurais ligados à produção de legumes e verduras também é outro agravante para a alta nos preços. “Está difícil encontrar produtores. Eles estão desistindo do ramo”.
No Ceasa (Central de Abastecimento) de Franca, na cotação de preços realizada na última quinta-feira, o jiló e a abobrinha foram as maiores vítimas do aumento. Eles sofreram, respectivamente, acréscimo de 66% e 50% em cima do preço praticado antes das chuvas. “Não estamos tendo falta de produtos, mas alguns sofreram prejuízos com as chuvas, o que acarretou aumento de preços. A caixa de jiló, por exemplo, que custava entre R$ 12 e R$ 15, é vendida agora por R$ 20”, disse Giovane Dominici, gerente da unidade.
Distribuidor de legumes e verduras para varejões, Francisco Bagnareli, da Fran Frutas, disse que não há como segurar o repasse dos aumentos, pois o poder de compra se torna menor e a escassez de determinados produtos maior. “Se antes era possível comprar dez caixas, atualmente reduziu pela metade. E se não parar de chover, a tendência é dos preços continuarem a subir”.
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