O Senhor está perto


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Estamos vivendo o terceiro domingo do Advento, tempo de preparação para a celebração do Natal; festa do nascimento de Jesus e que nos estimula a preparar o íntimo da nossa vida para nosso coração se tornar um presépio caloroso, onde Jesus nasça, cresça e viva. Natal não é só comemoração com comidas e bebidas. É "celebração" do nascimento de Jesus nos ajudando a entender a solidariedade, a fraternidade, a ajuda mútua, o perdão, o amor, como valores que, realmente, tornam Jesus presente em nosso meio. Nas missas serão proclamadas leituras de Sofonias 3; Filipenses 4 e São Lucas 3. É chamado o "Domingo Gaudete", isto é, o "Domingo da Alegria", pois, o Senhor está perto! Aquele que esperamos, o Esposo fiel, se aproxima. Ele já está entre nós e com ele preparamos o Advento do seu Reino. Ele quer renovar conosco sua aliança e nos promete novo vigor. Por isso vem nos conduzir por caminhos mais seguros e animar nossos corações desesperançados. Daí vem nossa alegria! Já próximos do Natal, é tempo de redobrar nossa esperança, fortalecer nossa caminhada e correr decididos e alegres ao encontro do Senhor que sempre vem. Nossas velas acesas, agora três, em crescente brilho, anunciam a certeza de sua chegada. Que ensinamentos colhemos da Palavra de Deus proclamada? O profeta Sofonias fala em meio à realidade do exílio da Babilônia e do sofrimento do povo destruído. Depois de tantas profecias de desgraça, anuncia anuncia restauração, retorno, gritos de alegria, aclamações, júbilo, risos, amor que renova. O Senhor cancelou as desgraças, afastou os inimigos e Ele mesmo é o Rei de Israel. Está perto, está no meio de nós! Não há nada a temer, nem é possível que suas mãos se enfraqueçam. Está no meio de nós como guerreiro, como vencedor! É tempo de festa! A comunidade de Filipos vivia na certeza de que o "Senhor está perto". Paulo escreve que a fé na vinda do Senhor deve manter a comunidade na bondade, na moderação, sem inquietudes, na oração, súplica e ação de graças. A parusia é um acontecimento alegre. Por isso: "Alegrai-vos sempre no Senhor!". A paz de Deus, sua serenidade, ultrapassando nossa capacidade de compreensão, guarda em Jesus Cristo, nosso coração e pensamentos. O evangelho nos traz o testemunho de João, o Batista, o precursor. O povo não se limita a ouvir sua pregação profética, mas entra no diálogo com a Palavra de Deus anunciada e se dispõe à mudança de conduta. A Palavra é muito clara: compartilhem o que vocês possuem, roupas, comida... Também esta é a hora de oferecermos o que temos, viver na justiça, na partilha, na solidariedade; não cobrar além do que é devido, não abusar do poder, não acusar falsamente, ficar contente com o que receber. Essa é a forma de esperar Jesus e concretizar o seu Reino. Acolher o Messias requer conversão, arrancar pela raiz os pecados pessoais e sociais. A conversão é a nova luz que implica em obras concretas e exige atitude radical diante da riqueza, da ganância e do poder. A alegria acompanha o cumprimento das promessas de Deus. O Senhor está próximo: alegrai-vos! A prática da justiça, a partilha e a vivência da alegria nos conduzirão à paz verdadeira, ao "shalom" de Deus. É possível viver a alegria da espera do Natal neste tempo em que tantas formas de sofrimento atingem a humanidade? A Palavra do profeta continua a ecoar: "Não tenhas medo! Não se enfraqueçam teus braços!. Não abaixe a cabeça! Levante-se! O Senhor está no meio de nós, e Ele é o vencedor!". Para nós que cremos este deverá ser o sentido de nossa missão entre os excluídos. A pregação do Batista é chamada de "consolação" e "evangelização". Em outras palavras: anúncio da boa notícia ao povo da Promessa. João Batista tem algo em comum com os Anjos que anunciam o Salvador aos pastores e dos Apóstolos que anunciarão o Salvador aos judeus e aos gentios. E nós, que palavra anunciamos? Cada cristão é convidado a uma missão no mundo; não estamos por acaso aqui. O melhor e permanente anúncio que devemos fazer não vem de um belo discurso, nem de sonhos impossíveis. Somente quando traduzimos em atitudes o que cremos é que estamos anunciando. Deus deu o exemplo: não falou, mas mostrou, cumpriu. A vinda de Jesus ao mundo foi concreta e é isso que nós, cristãos, devemos possuir: atitudes! <b>José Geraldo Segantin</b> <i>Pároco da Catedral de Franca</i> segantin@comerciodafranca.com.br

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