A Unifran (Universidade de Franca) iniciou há alguns dias um processo de reestruturação interno com o objetivo de racionalizar gastos e aproveitar melhor funcionários e professores. A reitora Rosalinda Chedian Pimentel confirmou ontem que a instituição passará por um amplo processo de mudanças: as aulas serão estendidas; funcionários serão remanejados entre os departamentos; a diretoria executiva mudou de prédio e agora funciona junto com a reitoria; cursos diferentes que têm a mesma matéria obrigatória poderão ter aulas juntos e, consequentemente, haverá demissões.
A mudança que atingirá o maior número de pessoas é a reorganização das aulas. Rosalinda explicou que matérias como didática e português, por exemplo, obrigatórias em diferentes tipos de cursos, serão entregues a um único professor, que será responsável por ministrá-las para mais de uma turma, quando possível, reunidas na mesma sala.
O número de alunos que assistirão a essas aulas vai variar de acordo a matéria. Português, por exemplo, terá um limite de 40 alunos por turma. Nas aulas de história, serão 60. A reitora garantiu que a reestruturação não vai, em momento nenhum, prejudicar o corpo discente. “Vamos manter a qualidade de ensino com limite de turma e professores mais bem preparados. O MEC permite aulas com até 80 alunos, mas não vamos chegar nesse número”, disse.
SUSPENSE
No meio de tamanha reestruturação, o medo de demissões ronda os corredores da universidade. Nenhum dos 1,1 mil funcionários sabe ao certo se vai ser ou não demitido. Um professor antigo da casa, que pediu para não ser identificado, falou sobre o clima de “Caça às Bruxas”. “Ninguém fala ou questiona nada. Está todo mundo calado e com medo do que vai acontecer”. Comenta-se que oito pessoas já foram demitidas, mas a informação não foi confirmada pela reitoria.
Cada coordenador de curso está elaborando um documento, que deve ser entregue para a reitoria nos próximos dias, com nomes de professores que eles não julgam mais serem necessários para a grade.
Ainda assim, para Rosalinda, não há motivo para tanta preocupação. Ter o nome na lista não significa, necessariamente, que o profissional será demitido. “Cada caso é um caso e está sendo estudado particularmente pela diretoria”.
Ela garante que as demissões serão dentro dos patamares considerados “normais” em universidades particulares e são até mesmo modestas comparadas a outras escolas. Desde setembro, quando assumiu a reitoria, seis professores pediram demissão e alguns destes profissionais devem ser substituídos.
A Unifran vai manter, segundo ela, a estrutura e a qualidade dos profissionais. Muitos deles estão sendo remanejados para outras áreas da universidade. Na reitoria, onde havia seis secretárias, duas foram mantidas e o restante transferido para outros setores carentes de funcionários.
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