Franca precisa de R$ 126 mi para não ficar sem água


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FALTA D’ÁGUA -Imagem de arquivo mostra moradores enchendo baldes em caminhão-pipa no período em que Franca ficou sem água após uma adutora do Rio Canoas se romper, em julho de 2008
FALTA D’ÁGUA -Imagem de arquivo mostra moradores enchendo baldes em caminhão-pipa no período em que Franca ficou sem água após uma adutora do Rio Canoas se romper, em julho de 2008
Para que Franca não volte a enfrentar a falta d’água como ocorreu em julho de 2008, a ANA (Agência Nacional de Águas) sugere que a cidade invista quase R$ 126 milhões, nos próximos cinco anos, na construção de um novo sistema de captação de água. O valor faz parte de um levantamento divulgado anteontem pela agência, que é baseado em estudos feitos em parceria com o governo federal e órgãos de recursos hídricos e de saneamento dos Estados. O objetivo do levantamento é sugerir projetos para que os municípios invistam em sistemas de abastecimento de água até 2015 e evitem problemas futuros no fornecimento. Em Franca, a incumbência será da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo), que já possui um projeto e pretende investir R$ 144 milhões na construção do novo sistema de captação de água no Rio Sapucaí/Mirim. A previsão é iniciar as obras em março de 2010. O projeto é complexo e deverá levar três anos até ficar pronto. Para reduzir os riscos de problemas no fornecimento até lá, a Sabesp tem uma carta na manga: a represa do Clube Castelinho, de onde pretende captar água. O projeto ainda está sendo discutido entre a própria companhia, o clube, a Prefeitura e o Ministério Público. A proposta prevê investimentos de R$ 3,5 milhões pela Sabesp na instalação de uma estação provisória de captação de água da represa, para ser tratada e distribuída para aquela região da cidade. O equipamento deverá ser instalado na Vila Santa Rita, próximo ao Castelinho. “É uma obra de fácil execução. A expectativa é ter essa estação funcionando até agosto do ano que vem para termos uma segurança a mais no período de estiagem”, disse Rui Engrácia, gerente distrital da Sabesp de Franca. O abastecimento de água em Franca depende do Rio Canoas e do Córrego Pouso Alegre. Nos meses de poucas chuvas, a capacidade produtiva do segundo cai para menos da metade (de 240 litros por segundo para 100) e coloca em risco a “produção” de água. “Os meses críticos acontecem no calor, quando o consumo é maior, por isso precisamos de alternativas para garantir o abastecimento normal”. Segundo Rui, a represa tem capacidade para gerar de 60 a 80 litros de água, o suficiente para abastecer 15 mil casas. O ESTUDO O levantamento da ANA, chamado Atlas de Abastecimento Urbano de Água, foi feito em dois anos. No total foram avaliados os sistemas de captação de água de 2965 municípios do País. O diagnóstico mostra que, do total, 1896 (64%) necessitam fazer investimentos que somam R$ 18,2 bilhões até 2015 para que não enfrentem colapsos na oferta de água. Se os investimentos sugeridos pela ANA forem seguidos, o abastecimento estará garantido até pelo menos 2025.

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