Franca ainda guarda marcas da época da República Velha, tempo em que os grandes latifundiários levavam seus eleitores às urnas para votarem obrigatoriamente nos candidatos deles ou naqueles com os quais tinham pacto político. Era uma democracia velada. Perdurava o interesse das elites na (ocupação dos cargos públicos). Não vejo nos nossos atuais representantes, diferenças concretas desse estado de coisas. As marcas de voto de cabresto foram verificadas na eleição do `novo` presidente da Câmara. Consolidou-se mais um grande atentado antidemocrático. Além de ferir os princípios básicos da boa política, feriu também a confiança dos eleitores (...). Às vezes dá vergonha viver numa cidade como que admite não renovação de lideranças, nem mesmo na composição do colegiado das comissões. Uma cidade onde seus representantes políticos se reúnem secretamente para definir seus próprios desejos enquanto dizem que confiam cegamente na proposta de governo de um ou outro partido é uma vergonha! Fica aqui o manifesto de um jovem integrante desta sociedade certamente indignada. A Câmara praticou mais um ato de descrédito à democracia e contra a virtude de nosso povo bom.
Deny Eduardo Pereira Alves
Franca - SP
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