A Polícia Militar e o Conselho Tutelar de Franca surpreenderam no último fim de semana 12 adolescentes com idades entre 16 e 17 anos - um deles consumindo bebida alcoólica - em duas boates da cidade. Em uma delas, a polícia também encontrou na noite de sábado 32 papelotes de cocaína. Há uma semana, neste mesmo local, 17 jovens foram flagrados em um banheiro masculino com 80 porções da droga e duas de maconha.
De acordo com o Conselho Tutelar, as boates foram escolhidas para serem fiscalizadas após o órgão receber denúncias da comunidade. "Várias pessoas ligaram para a gente contando que no local haveria menores envolvidos com o tráfico de entorpecentes e ingerindo bebida alcoólica", disse o conselheiro Lucas Verzola.
Na sexta-feira, nenhum menor foi encontrado. Já no sábado, 12 adolescentes foram localizados no interior das boates e Boletins de Ocorrência de infração administrativa foram registrados contra os estabelecimentos. "Apenas um rapaz de 17 anos foi levado ao Plantão Policial por estar consumindo bebida alcoólica no momento da fiscalização. Os demais adolescentes foram qualificados com nome e endereço e liberados no próprio local", explicou o conselheiro Verzola.
Durante a operação, o conselho contou com o apoio da Polícia Militar, que vistoriou os estabelecimentos e em um deles localizou 32 papelotes de cocaína sob o carpete junto a um dos bancos existentes dentro do salão. Como não foi possível identificar a quem pertencia a droga, ninguém foi levado junto com o entorpecente à delegacia da cidade.
ROTINA
Desde o início do ano, as vistorias às casas noturnas de Franca tem sido executadas por determinação do Juiz da Vara da Infância e da Juventude, José Rodrigues de Arimatéa. A fiscalização se acirrou em julho, quando seis casas do gênero existentes na cidade assinaram um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público se comprometendo a não permitir a entrada de menores desacompanhados de pais ou responsáveis.
Pelo documento, ficou estipulado que quem descumprisse o acordo seria multado em R$ 3,5 mil, mais R$ 500 por cada menor encontrado no interior do local e em caso de reincidência o estabelecimento ficaria fechado por 15 dias.
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