Santos: sempre igual, sempre diferente


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História e futebol - Estádio do Santos Futebol Clube, um dos pontos que merecem ser visitados na cidade. Desde a época em que o Rei Pelé brilhava nos campos, local é destaque
História e futebol - Estádio do Santos Futebol Clube, um dos pontos que merecem ser visitados na cidade. Desde a época em que o Rei Pelé brilhava nos campos, local é destaque

Um porto de negócios, de história e de beleza natural a apenas 2 metros acima do nível do mar pode ser também porto de diversão e conforto. À beira do Oceano Atlântico, Santos abriga praias conhecidas como a do Boqueirão, Embaré, José Menino e do Gonzaga em sete quilômetros de orla e um roteiro “além mar” de tirar o fôlego. A cidade está preparada para receber turistas o ano inteiro, do Brasil e de todo o mundo. No início do século 20, o município alcançou destaque mundial por abrigar o maior Porto da América Latina, especialmente devido à exportação de café. Nos anos 1960 o futebol foi o cartão de visita, quando a cidade se tornou famosa por sediar o Santos Futebol Clube, time do Rei Pelé. Desde 2001 a curiosidade de abrigar o maior jardim de praia do mundo chama a atenção. E para matar a saudade do que passou e ver de perto a realidade contemporânea, uma linha turística de bonde tem feito sucesso entre turistas. A combinação de clima quente e úmido com temperaturas que no verão alcançam a marca dos 40º faz da praia a menina dos olhos da cidade. Prato cheio para os comerciantes que se dividem em 223 pontos na areia, cada um deles com a curiosidade de tradicionalmente representar uma agremiação, uma entidade, um clube social, um sindicato ou um curso universitário. Cenário nada mau para a happy hour diária. Os sete quilômetros de praia são divididos por canais que vão traçando a divisão geográfica e sinalizando os nomes dos bairros por onde passa. Começa na divisa com o município de São Vicente, pelo bairro do José Menino, seguido por Pompéia, Gonzaga, Boqueirão, Embaré e Aparecida, para terminar na Ponta da Praia, onde se tomam as balsas para o Guarujá. Tudo isso pode ser conhecido de bicicleta. Pedalando pela longa ciclovia que atravessa toda a praia. Aliás, uma gama de atividades físicas, esportivas, de aventura e de ecoturismo tem espaço garantido. Há lugares adequados para caminhada, corrida, windsurf, kitesurf, canoagem e até mergulho, que pode ser feito na Laje de Santos, considerado um dos melhores pontos para mergulho do litoral brasileiro, com profundidades que variam de 18 a 40 metros. Roteiros como o de Cabuçú (piscinas naturais de água doce), de Caeté (trilha íngreme), ecoturismo na Estância Diana (com criação de búfalos da raça Murrah) e ecoturismo em Itatinga e em Jutubatuba também são interessantes para os amantes do segmento.

HISTÓRIA E CULTURA

Santos é uma cidade cheia de cultura, recheada de história. Que tal dar um tempo da areia e conhecer o charme do Centro antigo, onde se destacam a Bolsa Oficial de Café e o Museu do Café, os bondinhos do Monte Serrat, o Horto Municipal, o Museu de Pesca, o Museu do Mar, o Museu Marítimo e o Pantheon dos Andradas (onde estão os restos mortais de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência)? E o melhor: grande parte das atrações pode ser conhecida a partir do bonde turístico - que faz um percurso pelo Centro Histórico. Na viagem pelo tempo e com a ajuda de monitores formados e preparados pela Secretaria de Turismo da cidade, o turista volta para casa sabendo, por exemplo, que em 1546 Santos foi elevada à categoria de Vila, em 1839 passou a ser cidade e que desempenhou papel relevante na independência do País e na abolição da escravatura, abrigando milhares de escravos em quilombos na área continental, fugidos das fazendas de café do planalto paulista.  A população da cidade começou a ser formada por portugueses, espanhóis, indígenas, negros e seus descendentes e, mais tarde, no início do século 19, incorporou outros imigrantes europeus, na maioria portugueses, espanhóis, italianos, sírios e libaneses, que chegaram para o trabalho no porto cafeeiro e no comércio. Já na segunda metade do século 20, a oferta de trabalho no parque de Cubatão, cidade vizinha, fez a população de Santos crescer com a chegada migrantes principalmente nordestinos. Viagem feita a convite do Parque Balneário Hotel.

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