Reta final do concurso de analista da Receita Federal exige dedicação


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ESTUDO INTENSO - Marina Salomão deixou o emprego há dois meses para se dedicar aos estudos para o concurso
ESTUDO INTENSO - Marina Salomão deixou o emprego há dois meses para se dedicar aos estudos para o concurso
Candidatos inscritos para o concurso público que preencherá 700 vagas de analista tributário da Receita Federal podem não ter, a essa altura, muito tempo para aprender matérias novas e complicadas, afinal faltam 17 dias para a aplicação das provas objetivas. Mas ainda há tempo para revisar o que aprendeu e suprir deficiências que existiam em disciplinas de mais peso. Seguindo algumas orientações, fica mais fácil enfrentar a maratona que envolve a disputa por uma vaga de emprego estável e com bom salário. Se você já havia se inscrito anteriormente para o cargo de auditor fiscal da Receita Federal, que encerrou as inscrições para 450 vagas em 13 de outubro, bingo. Está um passo a frente. Quem estuda para auditor da Receita está se preparando simultaneamente para analista. Há 10 matérias em comum nos dois editais. São “extras” no cargo de analista apenas as disciplinas Direito Internacional Público, Administração Financeira e Orçamentária e Administração Geral. O diretor do Núcleo de Administração da Unifran, Aécio Flávio Lemos, diz que para quem se sente menos preparado nas matérias que envolvem Administração deve pôr em evidência temas básicos. “Em Administração Geral, o candidato deve ler sobre as teorias da racionalização da administração através dos tempos. Deve saber que a administração tem origem na Idade da Pedra, quando se verificou a tendência de cada um para determinada área e a entender como se chegou à economia moderna”, afirmou Lemos. “Já na Administração Financeira o candidato deve conhecer bem as análises que são feitas dentro de uma empresa, incluindo o entendimento de todos os índices que fornecem elementos que direcionam os caminhos administrativos. Para essa função pretendida, é preciso entender que a confiabilidade de dados é fundamental”, completou o professor. Lemos falou também da importância do equilíbrio emocional do candidato no momento da prova. “Saem-se bem aqueles que, além de estar mais preparados, têm melhor controle emocional. Nada adianta ter um conhecimento teórico amplo se não tiver uma administração humanística boa. Esse equilíbrio entre a razão e a emoção talvez pese 50% no processo decisório”, disse. Mirada no exemplo dos pais, funcionários públicos, a matemática Marina Salomão, 21, deixou o emprego há dois meses e muitos de seus hábitos para focar a atenção nos estudos. “Saí do meu emprego em setembro. Fora as três horas e meia que passo no cursinho preparatório à noite, estudo mais umas seis horas por dia”, disse. Ao lado de dezenas de alunos, ela frequenta as aulas do Curso LFG. Segundo Simone Boaret, funcionária da escola, ainda dá tempo de se preparar com a ajuda de profissionais especializados. “O custo total fica em duas parcelas de R$ 200 para novos alunos e duas de R$ 180 para ex-alunos”, disse.

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