Árvores são arrancadas em frente ao Hospital Regional


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SEM SOMBRA - Calçada abrigava cinco espécies de sibipirunas e uma de sete copas. Com idades avançadas e pesadas, as árvores ofereciam riscos à população
SEM SOMBRA - Calçada abrigava cinco espécies de sibipirunas e uma de sete copas. Com idades avançadas e pesadas, as árvores ofereciam riscos à população
Quem passa pela Rua Desembargador Afonso José Carvalho, em frente ao Hospital Regional, no bairro São José, percebe que o local está diferente. Há vinte dias, a Prefeitura e o Corpo de Bombeiros arrancaram as seis árvores que haviam no local, cinco sibipirunas e uma sete copas. Com idades avançadas (plantadas havia 50 anos) e pesadas (1,5 tonelada), as árvores ofereciam riscos aos pedestres. A ação deixou alguns frequentadores do local insatisfeitos. O espaço arborizado oferecia sombra para o ponto de táxi que existe no local. “Temos que ficar agora embaixo desse sol forte. Antes era um pequeno paraíso”, disse o taxista Antônio de Pádua Pinto Filho. Há quatro anos, depois de inúmeras reclamações e quedas de galhos, o Hospital Regional fez o pedido para retirada das árvores. “Há alguns dias caiu um pedaço em cima do carro de um dos nossos médicos. Com essas chuvas fortes, não podíamos mais arriscar. Elas poderiam machucar alguém”, disse Sátiro Alves Filho, médico cardiologista e presidente do conselho administrativo do hospital. O engenheiro agrônomo do Setor Municipal de Obras e Serviços, Daniel Neto, disse que não havia mais como as árvores ficarem no local. “Chegamos à conclusão de que podar não era suficiente. Nós não cortamos árvores à toa. Os taxistas e os moradores precisam entender é que eles perderam a sombra, mas ganharam segurança”, disse. No espaço, haverá a reposição ambiental. O Hospital Regional irá plantar, até o fim de janeiro, novas árvores de pequeno porte. As murtas, que atingem no máximo 4 metros, darão cara nova ao local.

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