Avanço da aids desacelera em Franca


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<b>COM O VÍRUS ZERADO</b> - Portador do vírus HIV há 14 anos, o promoter Jorge Júnior mostra o remédio que ajuda no controle da doença. Número de novos casos em Franca está em queda
<b>COM O VÍRUS ZERADO</b> - Portador do vírus HIV há 14 anos, o promoter Jorge Júnior mostra o remédio que ajuda no controle da doença. Número de novos casos em Franca está em queda
O ritmo de avanço da aids em Franca está caindo nos últimos quatro anos. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde. Em 2005, foram registrados 85 novos casos da doença. Neste ano, o número não chega a 60. Uma redução de 34%. Atualmente, Franca e região - que hoje lembram o Dia Mundial Contra a Aids -contam com 1038 pacientes portadores do vírus HIV. A maior parte dos índice de infectados é heterossexual. São homens, de 29 a 52 anos, contaminados por meio de relações sexuais sem proteção. Somente de janeiro a agosto deste ano, dos 41 casos descobertos, mais da metade está dentro desse perfil. Para o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, a queda nos números - neste ano já são 56 casos contra 63 no mesmo período do ano passado - está relacionada à eficiência dos trabalhos educativos e de assistência realizados na cidade. Hoje, além do ambulatório de DST/Aids, a prevenção ainda ocorre nas unidades básicas de saúde. Escolas, faculdades, clubes e outros espaços públicos também recebem constantemente campanhas de combate à doença (veja matéria no texto de apoio). “A descentralização das ações, seguindo a metodologia de trabalho do Ministério da Saúde, foi o passo mais importante que demos nesse sentido. Além disso, diferente de outras cidades, temos um sistema organizado e que funciona”, disse Alexandre. Prova é que, na semana passada, o Ministério da Saúde divulgou o Boletim Epidemiológico Aids/DST 2009 com um ranking dos cem municípios com maior incidência da doença. Franca ficou de fora da estatística. Outro dado comemorado pelo secretário é que há três anos consecutivos não ocorrem nascimentos de crianças infectadas pelo vírus na cidade. “A prevenção na rede está melhor, fazemos testes em gestantes, oferecemos consultas e exames gratuitos e damos cursos para a equipe técnica acolher melhor o paciente. Dos casos incidentes registrados, 73,8% foram assintomáticos, o que evidencia o diagnóstico precoce”, disse o secretário. <b>DE BEM COM O VÍRUS</b> Embora atualmente o vírus HIV seja diagnosticado precocemente e tratado com rapidez, em Franca há pacientes que convivem com a doença há mais de dez anos e acompanharam de perto esse avanço. O vendedor aposentado e promoter de eventos Jorge Júnior, 43, é um deles. Ele tem Aids desde 1995, quando se infectou após uma relação homossexual com um desconhecido. “Descobri o vírus depois de um mês. Na época quase morri, não havia o coquetel. Perdi 30 quilos e fiquei mais de um ano e meio na cama”. Atualmente, Júnior toma seis comprimidos diários e faz uma bateria de exames a cada dois meses para acompanhar a evolução da doença, que atualmente está sob controle. O peso ainda está baixo, mas um tratamento possibilitará que o promoter ganhe peso. “Tenho uma vida normal. Sou vaidoso, viajo, saio e tenho apoio da família e dos amigos, além de conhecer mais sobre a doença. No passado, tudo era mais difícil”.

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