A fiscalização faz o certo em barrar o abusado. Afinal, algazarra é crime. O barulho além de perturbação, atrapalha a vida e a administração alheia. Não importa se é barulho sacro ou profano, ambos causam danos à saúde. O grito é uma apelação de quem não tem razão, tenta convencer pela violência do som, uma apelação que causa tumulto, injuria os concorrentes. Basta colocar uma placa: "cobrimos qualquer oferta". A mãe vizinha que pôs o nenê para dormir tem que parar suas atividades e pegar no colo para que não chore, ataca o tratamento do idoso, o guarda noturno não pode dormir etc. É claro que existe abuso muito mais grave a exemplo de caminhões de som, boates, bares etc., mas os precedentes começam com os pequenos gritos, assim como várias outras práticas criminosas. Na razão das leis pequenos furtos incidem nas mesmas penas. Alcoólatras começam bebendo pouco. Pequenos delitos geram grandes danos.
Alexandre Ribeiro
Franca - SP
*****
É patética a posição da Prefeitura Municipal. O setor de fiscalização age com desrespeito à lei, à moral e aos bons costumes. Proibir a livre manifestação porque estaria incomodando os colegas é pano de fundo para o exercício da mais pura conduta de ditador de quinta categoria. E não venham me dizer que os moradores estariam incomodados com os gritos pois a voz do feirante não é tão potente assim. Ademais, ofertar produtos aos gritos é prática que vem desde os primórdios da feira livre, na Grécia antiga, há alguns milhares de anos. E a humanidade não precisa que a Prefeitura Municipal de Franca, esta grande metrópole cultural e construtora de valores humanitários venha, decreto, dizer o que pode e o que não pode no ambiente da feira livre. Novamente, há que se tomar cuidado. O problema é o guarda da esquina (todos se lembram do AI-5, pois não?). E todos crucificaram o jurista Gama Filho por sua edição. Mas pior ainda quando o guarda da esquina é advogado. Aí a coisa piora. Degrigola de vez. A multa é ilegal. O ato viola direitos individuais. E aqui vai um conselho ao senhor feirante. Procure seu advogado e acione a Prefeitura. Garanta seu direito ao trabalho e exponha a todos o ridículo comportamento da Fiscalização. Como se diz na propaganda: `é nóis na fita`. É Franca exportando a pantomina da ridícula censura ao grito. Viva o grito! E vamos ganhar na Justiça. Não no grito!
José Antônio Lomônaco
Franca - SP
*****
O que incomoda mais: gritos de feirante ou a quantidade de áreas públicas degradadas e cheias de lixo? Gritos de feirante ou terrenos baldios com mato alto e cheios de bichos? Gritos de feirante ou os diversos carros de propaganda e particulares com som alto em horários inadequados? Vamos dar atenção ao que realmente merece!!!
Elson Daniel Guilherme
São Paulo - SP
*****
É o cúmulo! Nossos governantes atentam mais aos trabalhadores honestos do que a quem realmente causa danos à sociedade. Bem lembrada a situação dos flanelinhas, praga que tomou conta da cidade. O que o Poder Executivo local está fazendo para solucionar esse problema? O que a polícia faz contra indivíduos que usam de técnicas criminosas para extorquir dinheiro do povo? Realmente estamos extremamente bem representados, tanto pelo executivo que se "preocupa" com os verdadeiros problemas da cidade, quanto pela polícia que está "sempre pronta" para defender os direitos das pessoas de bem. Temos sorte de viver em um País em que as coisas `funcionam" de forma plena. Que bom!
Oliveira
Franca - SP
*****
Apesar do barulho agressivo e insultante da cidade a prefeitura vai atrás desse homem que apenas usa a própria voz para vender seus produtos! A intenção de regular o barulho é boa, mas é preciso critério... Tem outras prioridades, a meu ver: (1) Carreatas com trio elétrico para promover eletrodomésticos ou feirões; (2) Som altos em carros particulares.
P. B.
Franca - SP
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.